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Pessimista com agenda desorganizada, Maia diz que PEC Emergencial já fica para 2021

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia 21/07/2020 REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira estar preocupado e pessimista com o calendário desorganizado do governo para as pautas que deveriam ser votadas.

“Nosso tempo já passou”, disse ele em live promovida pelo jornal Valor Econômico, afirmando que o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 pode ser votado até dezembro, mas o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano não.

Segundo Maia, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial --que vê como “prioridade das prioridades” e que deveria, na sua visão, ser votada antes da LOA-- tampouco será votada neste ano, podendo, em caso de articulação, ser apreciada no mês de janeiro. A PEC Emergencial aciona gatilhos para corte de gastos no Orçamento.

“Estou muito preocupado, muito pessimista neste momento porque acho que está muito desorganizado”, disse ele, mencionando “brigas políticas”.

“Você não vê posição de governo em relação à PEC Emergencial e agenda para as próximas semanas. Isso tudo vai atrasando e vai gerando em todos nós mais insegurança”, completou.

Segundo Maia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, parece estar lutando sozinho dentro do governo na defesa do teto de gastos em uma solução para o Orçamento do ano que vem.

Ele também afirmou que a pauta da Casa está sendo obstruída por integrantes da base do governo, e que isso vai se reverter negativamente para o país.

“A saída fora do teto é a explosão da taxa de juros, é um encurtamento ainda maior da dívida pública, é uma recessão maior. A conta chega. Não chegou pra Dilma?”, disse ele, em referência à recessão econômica após medidas tomadas no governo da petista que não respeitaram a sustentabilidade fiscal.

“É importante que todos nós possamos entender que uma medida popular ou populista hoje pode ter consequêncais muito maiores para aqueles que em tese serão beneficiados por essas medidas populares ou populistas em relação a qualquer gasto fora do teto nos próximos anos”, acrescentou.

Por Marcela Ayres

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