for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

É improvável que diversificação de compra de soja pela China afete Brasil, diz Economia

Homem inspeciona grãos de soja em Campos Lindos, Goiás 18/02/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Economia avaliou nesta terça-feira que a busca pela China de diversificação de fornecedores de soja, marcada mais recentemente por acordo fechado com a Tanzânia, não deve afetar as vendas dos grão brasileiro, produto de peso na pauta comercial do país.

“A soja não se encontra entre os 10 principais produtos de exportação da Tanzânia e tampouco o país africano encontra-se entre os 20 maiores exportadores mundiais de soja. Além disso, a demanda da China por soja tem-se mostrado crescente nos últimos anos”, afirmou o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

“Desse modo, ao mesmo tempo em que é esperada uma busca por diversificação de fornecedores por parte da China, é improvável que haja impactos de curto a médio prazo no que diz respeito às exportações brasileiras de soja em razão dessa diversificação”, acrescentou.

A China é a principal compradora de soja do Brasil.

Em outubro, contudo, as exportações do grão para o país asiático caíram 49,8%, em valor, sobre igual mês do ano passado. Segundo Herlon, esse foi o principal motivo para a retração de 12,42% das exportações gerais do Brasil para a China na mesma base de comparação.

Ele afirmou que houve um embarque mais concentrado de soja nos meses anteriores, com o pico de escoamento da safra ocorrendo entre março e julho.

“Estamos na entressafra, então é natural que haja essa queda, no ano passado tivemos exportação um pouco mais tardia, uma exportação mais diluída ao longo do ano”, justificou.

Por Marcela Ayres

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up