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Cosan vê lucro cair no 3° tri com piora em resultado financeiro

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo de energia e infraestrutura Cosan viu seu lucro do terceiro trimestre cair, em meio à queda das ações de sua controlada Rumo e pelo menor rendimento de aplicações, além de efeitos negativos do câmbio.

Logotipo da Cosan. 25/7/2019. REUTERS/Amanda Perobelli

O lucro líquido da companhia somou 303,8 milhões de reais no período, recuo de 62,9% em base anual. O lucro ajustado, que desconsidera efeitos não recorrentes, foi de 272,8 milhões, recuo de 43,7% na mesma comparação.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização da companhia (Ebidta) em base ajustada foi de 1,7 bilhão de reais, aumento de 6,2% frente ao mesmo trimestre de 2019.

Segundo a Cosan, após meses de impactos da pandemia de coronavírus, o trimestre evidenciou a tendência de recuperação da atividade e gradual retomada da normalidade, “impulsionando a demanda por combustíveis, lubrificantes e gás natural”.

A companhia, no entanto, viu o resultado impactado pela desvalorização cambial e pela marcação a marcado de ações de sua controlada Rumo.

A Cosan disse que a perda de valor nas ações da Rumo no período afetou seu resultado financeiro em 165 milhões na linha “outros encargos e variações monetárias”, que teve contribuição positiva de 49 milhões no ano anterior.

A empresa comprou ações em meio a uma operação de emissão de novos papéis (follow-on) realizada pela controlada.

Além disso, a Cosan viu os rendimentos de aplicações financeiras caírem 99%, com a menor taxa CDI e efeito da marcação a mercado de títulos públicos.

O resultado financeiro foi negativo em 417 milhões de reais, ante 130,8 milhões negativos no mesmo trimestre de 2019.

A receita líquida do grupo atingiu 17,55 bilhões de reais de julho a setembro, queda de quase 7% ano a ano. A Cosan investiu 723 milhões de reais no período, alta de 6%.

A Cosan fechou setembro com dívida líquida de 15,94 bilhões de reais, 6,4% maior do que em junho e 23% acima em 12 meses.

O índice de alavancagem dado pela relação entre dívida líquida e Ebitda aumentou para 2,7 vezes, de 2,4 vezes ao final de junho e 1,9 vezes em setembro do ano passado.

COMBUSTÍVEIS E AGRONEGÓCIO

A Raízen Combustíveis no Brasil teve salto de 27% nas vendas frente ao segundo trimestre, em meio ao gradual relaxamento de quarentenas adotadas contra o coronavírus, mas o volume ainda ficou 9% inferior ao do terceiro trimestre de 2019.

As vendas de gasolina recuaram 11% na comparação ano a ano, embora com aumento de 21% frente ao trimestre anterior. No diesel, as vendas avançaram 6% em base anual e ainda apontaram disparada de 25% frente ao trimestre anterior.

Na Argentina, o volume de rendas recuou 32% na comparação ano a ano, mas subiu 34% na base sequencial.

Já a Raízen Energia registrou moagem de 27,6 milhões de toneladas de cana no trimestre, contra 26,7 milhões no ano anterior. A empresa destinou 54% da cana para produzir açúcar e 46% para etanol, contra um mix de 50%-50% em 2019.

O Ebitda ajustado da Raízen Energia avançou 15% na comparação ano a ano, para 974 milhões de reais.

O desempenho foi “suportado pelo maior volume de vendas de açúcar próprio, em linha com o plano de venda da safra, com preços médios superiores, refletindo a estratégia de proteção de preços em reais”, explicou a empresa.

O menor volume de chuvas permitiu aceleração da moagem, acrescentou a Cosan, ao citar também um aumento de produtividade que permitiu aumentar a produção de açúcar equivalente em 6%.

Por Luciano Costa; edição de Aluísio Alves

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