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CMSE autoriza até 60 MW adicionais ao Amapá e vê reservatórios de usinas com baixos níveis

Marcação de nível de reservatório na usina hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra (MG) 14/01/2013 REUTERS/Paulo Whitaker

SÃO PAULO (Reuters) - O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) deliberou nesta segunda-feira a contratação de até 60 MW adicionais de geração de energia elétrica, em caráter excepcional e temporário, para atender o Estado do Amapá, que sofre há quase duas semanas o efeito de um blecaute.

A contratação, que considera a portaria do Ministério de Minas e Energia nº 406, totalizou, até o momento, 120 MW autorizados.

“Esse montante adicional visa agregar maior disponibilidade de recursos para atendimento à demanda do Estado do Amapá e aumentar a confiabilidade, evitando, portanto, o prolongamento do risco de suprimento apenas parcial à localidade”, disse o Ministério de Minas e Energia em nota.

Enquanto os geradores adicionais chegam, o Estado está atuando com cerca de 80% da carga, o que faz também a população do Amapá lidar com um rodízio de energia, segundo informação da TV Brasil, em sua conta no Twitter.

O blecaute no Amapá foi causado por um incêndio em subestação que atingiu transformadores.

Além disso, o CMSE avaliou nesta segunda-feira que os reservatórios de hidrelétricas do Brasil permanecem, em sua maioria, com níveis próximos ou inferiores aos verificados em 2019, apesar do início do período úmido, conforme a nota do ministério.

Nesse contexto, o colegiado decidiu manter a adoção das medidas excepcionais atualmente vigentes “para a menor degradação dos armazenamentos dos reservatórios”.

Além disso, foram apresentadas diversas outras ações em curso ou em avaliação, que visam ao aumento das disponibilidades energéticas no Sistema Elétrico Nacional, dentre as quais a reprogramação de manutenções em unidades geradoras e ações para o aumento da disponibilidade plena de combustível para a geração das usinas térmicas.

Segundo a nota, os membros do CMSE reconheceram que têm sido verificadas as piores afluências do histórico em relevantes bacias para geração de energia hidrelétrica, incluindo a bacia do rio Grande, “o que tem demandado o despacho de todo o parque termelétrico disponível, sendo indispensável a geração adicional nas usinas hidrelétricas Furnas e Mascarenhas de Moraes para preservar a garantia do suprimento de energia elétrica à população”.

Por Roberto Samora

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