25 de Setembro de 2014 / às 00:38 / em 3 anos

Presidente da Argentina classifica hedge funds credores de "terroristas"

Cristina Kirchner faz discurso em Assembleia-Geral da ONU. REUTERS/Mike Segar

BUENOS AIRES (Reuters) - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acusou os hedge funds que estão processando o país para recuperar o valor integral da dívida inadimplente do país de praticar “terrorismo econômico e financeiro”, elevando o tom na longa batalha legal do país com investidores.

Falando perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas na quarta-feira, Cristina disse que “os terroristas não são apenas aqueles que lançaram bombas, mas também aqueles que desestabilizam as economias, causando fome, miséria e pobreza”.

O comentário aconteceu horas depois que o chefe de gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich, acusou a Alemanha de ter uma “atitude hostil” em relação ao esforço da Argentina para reestruturar sua dívida, citando um anúncio publicitário dos hedge funds que cita uma autoridade alemã criticando a política argentina.

“Os fundos abutres”, disse Cristina à Assembleia-Geral “estão praticando um tipo de terrorismo econômico e financeiro”.

O dia começou com o anúncio de página inteira, pago pelo grupo Task Force Argentina, baseado na Virginia, nos Estados Unidos, publicado nos jornais locais Clarín e La Nacion. O anúncio citou o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, chamando as políticas argentinas de “um exemplo de falta de força.”

Capitanich retrucou dizendo que “a Alemanha sempre teve uma atitude hostil em relação à Argentina, a partir de um ponto de vista econômico e financeiro”. Ele observou que a Alemanha foi um dos 11 países, incluindo os Estados Unidos, que em 9 de setembro votou contra a proposta da Argentina para que a ONU adote um quadro jurídico multilateral para reestruturações de dívida soberana.

O Task Force faz lobby para os hedge funds na disputa judicial liderada pelos fundos Elliott Management NML Capital Ltd e Aurelius Capital Management.

Os ânimos se exaltaram desde que a Argentina entrou em default, selando a exclusão do país sul-americano dos mercados internacionais de capital em um momento de recessão, queda das reservas internacionais e inflação galopante.

Por Huge Bronstein

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