13 de Outubro de 2014 / às 20:21 / 3 anos atrás

Dólar cai mais de 1% ante o real com avanço de Aécio em pesquisa

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuou mais de 1 por cento nesta segunda-feira, após nova pesquisa de intenção de votos apontar liderança de Aécio Neves (PSDB) contra a presidente Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

A moeda norte-americana caiu 1,27 por cento, a 2,3927 reais na venda, após alcançar 2,3805 na mínima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 800 milhões de dólares.

“Cada vez mais, está ficando aparente que o Aécio está chegando ao segundo turno em uma posição relativamente boa”, disse o economista da Lerosa Investimentos Carlos Vieira.

Pesquisa do Instituto Sensus divulgada no fim de semana mostrou Aécio, preferido pelos mercados por prometer uma política econômica mais ortodoxa, com 58,8 por cento dos votos válidos, contra 41,2 por cento de Dilma.

Segundo operadores, o levantamento poderia sugerir que o tucano pode crescer também em pesquisas do Datafolha e do Ibope, que são mais acompanhadas pelo mercado. Os próximos levantamentos desses institutos devem ser divulgados ainda nesta semana.

“É uma questão de expectativas. Mesmo se a pesquisa não for muito precisa, as chances de ele (Aécio) ter ganhado força aumentaram”, afirmou o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira, para quem o mercado de câmbio deve continuar volátil nas próximas semanas, ainda sensível à corrida eleitoral.

A percepção de que o candidato do PSDB estaria em trajetória positiva ganhou mais força após a candidata derrotada do PSB, Marina Silva, declarar apoio a Aécio. Marina teve cerca de 20 por cento dos votos válidos no primeiro turno, que poderiam fazer a diferença na campanha.

A queda do dólar no exterior também ajudou o mercado brasileiro, após autoridades do Federal Reserve afirmarem durante o fim de semana que, dependendo da economia global, o banco central norte-americano pode demorar mais para que os juros sejam elevados.

“As preocupações com a fraqueza do crescimento global progrediram ao ponto em que estão começando a beneficiar os mercados emergentes de câmbio e juros”, escreveram analistas do Credit Suisse em nota a clientes, explicando que isso se deve às demonstrações de que o Fed está atento à “desaceleração na Europa e seu impacto sobre o dólar”.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair à maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em outros países, como o Brasil. Nesta sessão, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, afirmou que continua vendo o início de 2016 como o momento provável da primeira alta dos juros.

Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 2 mil contratos para 1º de junho e 2 mil para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a 197,3 milhões de dólares.

O BC também vendeu nesta sessão a oferta total de até 8 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 3 de novembro. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 40 por cento do lote total, equivalente a 8,84 bilhões de dólares.

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