22 de Outubro de 2014 / às 10:19 / 3 anos atrás

Novo Datafolha repete Dilma com 52% e Aécio com 48% dos votos válidos

Presidente Dilma Rousseff, que concorre à  reeleição pelo PT, e candidato do PSDB, Aécio Neves, em fotos tiradas durante debate na TV, em São Paulo. 16/10/2014.Paulo Whitaker

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e o adversário Aécio Neves (PSDB) continuam em empate técnico no segundo turno da corrida presidencial, com vantagem numérica para a petista (52 por cento) sobre o tucano, com 48 por cento dos votos válidos, revelou nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira.

O levantamento repete o mesmo resultado divulgado na segunda-feira, considerando os votos válidos, que colocou Dilma em vantagem numérica sobre Aécio pela primeira vez no segundo turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Todos os levantamentos do Datafolha no segundo turno mostraram empate técnico entre os dois candidatos, mas o tucano tinha vantagem numérica de dois pontos nas duas primeiras pesquisas do instituto.

Em votos totais, Dilma foi de 46 a 47 por cento na pesquisa divulgada nesta quarta-feira, enquanto Aécio manteve os 43 por cento. Os indecisos oscilaram de 6 a 4 por cento, enquanto brancos e nulos passaram de 5 a 6 por cento.

A pesquisa, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, mostrou maior otimismo dos brasileiros com a economia do país, o que pode ter ajudado Dilma a ganhar terreno na disputa para a votação de domingo. Para 44 por cento dos entrevistados, a situação econômica do país vai melhorar, ante 32 por cento no fim do mês passado.

Entre os eleitores de Dilma, 50 por cento acreditam na melhora da economia do Brasil, enquanto no grupo dos que declararam voto em Aécio, 43 por cento têm a mesma percepção.

O número de entrevistados que consideram que a inflação vai aumentar caiu de 50 por cento no final de setembro para 31 por cento no geral, enquanto os que acham que o índice vai diminuir passaram de 12 a 21 por cento.

Com relação à taxa de desemprego, houve queda de 36 a 26 por cento entre aqueles que apostam que ela vai aumentar, e alta de 23 a 31 por cento entre os que acreditam numa redução do desemprego.

O otimismo dos entrevistados contrasta com dados oficiais recentes sobre a situação econômica do país e com o pessimismo demonstrado pelo mercado financeiro com a política econômica do atual governo.

No semestre passado, o Brasil entrou em recessão técnica e a inflação oficial atingiu em setembro o maior nível em quase três anos, a 6,75 por cento em 12 meses, acima do teto da meta do governo --de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Várias pesquisas de intenção de voto estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para serem realizadas nesta semana antes do segundo turno, marcado para domingo. Novo levantamento do Datafolha deve ser divulgado até o final da semana.

Para o levantamento divulgado mais cedo, o instituto entrevistou 4.355 eleitores no dia 21 de outubro em 256 municípios.

Por Pedro Fonseca

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