22 de Outubro de 2014 / às 12:22 / em 3 anos

Farmacêuticas unem forças para produzir doses de vacina contra Ebola

LONDRES (Reuters) - As principais farmacêuticas planejam trabalhar juntas para acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra o Ebola e produzir milhões de doses do produto experimental mais eficiente para ser utilizado já no ano que vem.

Voluntária Ruth Atkins recebe injeção com vacina experimental para Ebola em Oxford, na Inglaterra. 17/09/2014 REUTERS/Steve Parsons/Pool

A Johnson & Johnson disse nesta quarta-feira que está acelerando os trabalhos para sua vacina experimental contra o Ebola e tem como objetivo produzir 1 milhão de doses no próximo ano, 250 mil das quais espera estarem disponíveis até maio.

Segundo a companhia norte-americana, já foi discutida uma colaboração com a britânica GSK, que trabalha em uma vacina concorrente.

O chefe de pesquisa do grupo, Paul Stoffels, disse que ambas as companhias apoiariam o trabalha uma da outra e combinariam suas vacinas caso isso fizesse sentido, ao passo que outras companhias sem tratamento para o Ebola estão prontas para fornecer capacidade de produção.

Atualmente, não há vacina comprovada contra a doença mortal, mas várias empresas estão correndo para desenvolver produtos. Os testes clínicos da vacina da GSK e outra da NewLink Genetics estão em andamento, ao passo que os testes da vacina da J&J em humanos começará em janeiro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que dezenas de milhares de pessoas na África Ocidental, incluindo profissionais de saúde da linha de frente com alto risco de infecção, comecem a receber as vacinas contra o Ebola a partir de janeiro, como parte de testes clínicos em larga escala.

“Eu falei com (o presidente-executivo da GSK) Andrew Witty várias vezes nos últimos dias sobre, como colegas, vamos conseguir resolver isso”, disse Stoffels a repórteres. “Pode até ser que combinemos a vacina deles com a nossa.”

A J&J disse nesta quarta-feira que vai testar sua vacina em voluntários saudáveis na Europa, Estados Unidos e África a partir do início de janeiro, acrescentando que vai investir até 200 milhões de dólares para acelerar o programa.

A vacina da J&J foi descoberta em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos e inclui a tecnologia da empresa dinamarquesa Bavarian Nordic, que irá agora receber uma injeção de recursos da empresa norte-americana.

O surto de Ebola no oeste da África começou em março e matou mais de 4.500 pessoas, a maioria delas na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné, de acordo com a OMS. Surtos no Senegal e na Nigéria foram declarados contidos pela OMS e alguns poucos casos foram relatados na Espanha e nos EUA.

A J&J simplificou e acelerou seu programa de vacina à luz do pior surto de Ebola do mundo.

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