26 de Novembro de 2014 / às 16:53 / 3 anos atrás

Gastos de consumidores e empresas apontam menor crescimento nos EUA

WASHINGTON (Reuters) - Os gastos dos consumidores norte-americanos cresceram levemente em outubro, e uma importante medida dos planos de investimento de empresas caiu pelo segundo mês consecutivo, sugerindo alguma desaceleração no ritmo do crescimento econômico.

No entanto, a economia continua resiliente ao enfraquecimento da demanda global. Outros dados divulgados nesta quarta-feira mostraram que a confiança do consumidor nos Estados Unidos se aproximou da máxima de 7 anos e meio em novembro e que as vendas de novas moradias cresceram pelo terceiro mês seguido em outubro.

“Acreditamos que o crescimento vai moderar no quarto trimestre. Não vejo nada incrivelmente negativo nisso”, disse o economista sênior do Barclays Michael Gapen.

O Departamento do Comércio informou que os gastos de consumidores, que são responsáveis por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, cresceram 0,2 por cento no mês passado, após ficarem estáveis em setembro.

Ainda assim, os ganhos firmes nos gastos de consumidores, sustentados pelos preços de gasolina em queda, devem ajudar a sustentar o crescimento no quarto trimestre.

Em um segundo relatório, o Departamento do Comércio disse que as encomendas de bens duráveis, excluindo o setor de defesa e aeronaves, importante sinalizador dos planos de gastos de investimentos de empresas, caíram 1,3 por cento no mês passado. Este declínio seguiu-se a uma queda de igual tamanho em setembro.

A baixa do chamado núcleo de encomendas de bens duráveis sugere que o ritmo forte de gastos em equipamentos observado no segundo e no terceiro trimestre perdeu força no começo deste trimestre.

Os números decepcionantes indicam que o crescimento desacelerou um pouco ante o forte ritmo anual de 3,9 por cento no terceiro trimestre. As estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) para o quarto trimestre variam entre 1,4 por cento e 3,0 por cento.

Existem, porém, motivos para otimismo. A leitura final de novembro do índice de confiança do consumidor da Thomson Reuters e da Universidade de Michigan subiu a 88,8, o número mais alto desde julho de 2007, ante 86,9 em outubro.

Um terceiro relatório do Departamento do Comércio mostrou que as vendas de novas moradias subiram 0,7 por cento para uma taxa anual de 458 mil unidades em outubro, em números ajustados sazonalmente.

Além disso, dados do Departamento do Trabalho mostraram que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 21 mil, para 313 mil na semana encerrada em 22 de novembro, segundo dados com ajuste sazonal.

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