1 de Dezembro de 2014 / às 16:43 / 3 anos atrás

Azul pode fazer estreia na BM&FBovespa ainda em 2014

SÃO PAULO (Reuters) - A Azul retomou nesta segunda-feira seu plano de ter ações negociadas na bolsa, que pode acontecer ainda em 2014, e anunciou uma rota Campinas-Nova York para o ano que vem.

Detalhes das caudas de aeronaves da Azul. 05/11/2013 REUTERS/Divulgação/Gianfranco Panda Beting

Em documentos entregues à Securities and Exchange Commission (SEC), reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos, e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a terceira maior empresa aérea do país informou que pretende listar ações preferenciais no nível 2 de governança corporativa da BM&FBovespa e ter recibos de ações (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York.

A operação consistirá de oferta primária (ações novas) e secundária (detidas por sócios) de papéis preferenciais. O Santander é o coordenador líder, ao lado de Itaú BBA, Morgan Stanley, Goldman Sachs e BB Investimentos. Deutsche Bank e Pine são coordenadores contratados.

Os recursos novos serão usados para a compra de jatos da Embraer e aeronaves ATRs, além de financiar investimentos em aumento do número de rotas e pagamento de dívidas.

A Azul também pretende adicionar 12 aeronaves de corredor duplo da Airbus à sua frota. As aeronaves serão usadas para voos para a Flórida já neste ano e para uma rota entre Campinas (SP) e Nova York, em meados de 2015.

Além disso, 30 jatos regionais de próxima geração da Embraer substituirão aviões de gerações mais antigas a partir de 2020. A Azul havia informado no final de semana que 63 aeronaves Airbus A320neo serão incorporadas a sua frota entre 2016 e 2023.

A empresa afirmou que também pode comprar hangares, instalações de armazenamento de combustível, armazéns e outras propriedades imobiliárias.

Sem mencionar data específica, a empresa indicou no prospecto preliminar da oferta que espera ter a estreia das ações na bolsa ainda em 2014, mas ressalvou que as datas “são indicativas e estão sujeitas a alterações”.

Esta é a terceira tentativa da companhia de fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Nas duas primeiras, uma no ano passado e outra mais cedo neste ano, os planos foram suspensos devido ao cenário adverso do mercado de capitais.

Como a oferta consiste apenas de ações preferenciais, o controle votante da empresa será mantido após a oferta, ou seja, com o sócio fundador David Neeleman conservando 67 por cento das ações ordinárias, com o restante dividido entre as famílias Caprioli e Chieppe, da Trip, que foi comprada pela Azul.

A companhia tem apostado em crescimento acelerado por meio de apostas simultâneas no mercado brasileiro de aviação regional, menos exploradas por suas principais concorrentes Gol e TAM, da LAN, e com abertura de rotas internacionais para destinos mais procurados nos Estados Unidos.

No prospecto, a Azul informou que teve receita líquida de 4,2 bilhões de reais nos primeiros nove meses de 2014 e prejuízo líquido de 63,2 milhões de reais no período.

No documento, a empresa também revelou ter cindido numa unidade separada seu programa de fidelidade TudoAzul, que possui mais de quatro milhões de sócios. O programa compete com a Smiles, da Gol, e a Multiplus.

Reportagem de Aluísio Alves e Marcela Ayres

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