1 de Julho de 2015 / às 13:06 / 2 anos atrás

Pesquisa aponta vantagem do ”não” ao acordo com credores no referendo grego

Funcionários do Ministério das Finanças fazem protesto em Atenas 1/7/2015Jean-Paul Pelissier

ATENAS (Reuters) - A maioria dos gregos votaria "não" aos termos de um acordo de resgate proposto pelos credores estrangeiros, mas a vantagem diminuiu significativamente após os bancos serem fechados nesta semana, de acordo com uma pesquisa de opinião publicada nesta quarta-feira.

A pesquisa, realizada entre 28 e 30 de junho e publicada no jornal Efimerida ton Syntakton, mostrou que 54 por cento dos que planejam votar no referendo de domingo se oporiam ao pacote de ajuda contra 33 por cento, que o apoiariam.

Entretanto, uma comparação com resultados de entrevistas antes e após a decisão tomada pelo governo no domingo, de fechar os bancos e impor controles de capital, mostra que a diferença entre os dois campos está diminuindo.

Entre os entrevistados antes do anúncio do fechamento dos bancos, 57 por cento disseram que votariam “não” e 30 por cento, “sim”. Entre os consultados depois, o “não” estavam com 46 por cento e o “sim”, 37 por cento.

A pesquisa mostrou que o apoio ao “não” é mais forte entre os eleitores do partido governista Syriza, de esquerda (77 por cento), da legenda de extrema-direita Amanhecer Dourado (80 por cento) e do KKE, comunista (57 por cento).

O endosso ao “sim” é mais forte entre os eleitores de centro-direita Nova Democracia (65 por cento), o centrista pró-europeu To Potami (68 por cento) e o centro-esquerdista Pasok (65 por cento).

A pesquisa, do instituto ProRata, mostrou que 86 por cento dos entrevistados pretendem votar, sendo que 50 por cento apoiam a convocação do referendo pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras e 38 por cento não gostaram da decisão.

O voto no “não” é mais forte entre os desempregados (62 por cento), mas também registrou maioria em todas as categorias pesquisadas, incluindo empresários, empregados, autônomos, aposentados do setor público e do privado, e donas de casa.

Reportagem de Lefteris Karagiannopoulos e James Mackenzie

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