July 16, 2015 / 9:34 PM / in 3 years

Queda no preço de energia leva a recorde de negociações na plataforma BBCE

SÃO PAULO (Reuters) - A queda no preço da energia elétrica no mercado de curto prazo, depois de seis meses de valores no patamar teto, levou a um recorde de negociações no Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) em junho, com giro de 734 megawatts médios em eletricidade, equivalentes a 91 milhões de reais, informou a empresa.

“À medida que o preço começou a sair do pico, começamos a ter negociações. Foi um recorde histórico para nós, absoluto... o preço saiu do teto e destravou o mercado”, disse à Reuters o presidente do BBCE, Victor Kodja.

Com a queda no preço estimulando os negócios, o total comercializado apenas no mês passado no BBCE —que tem como sócias diversas empresas de comercialização de energia elétrica— respondeu por boa parte do total negociado no ano (1.788 megawatts médios até junho). Em 2014, foram comercializados na plataforma 4.183 megawatts médios.

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), utilizado no mercado de curto prazo de energia, começou o ano em 388 reais por megawatt-hora, teto estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O patamar manteve-se até junho, quando teve início o movimento de queda, com melhoria nos índices de chuva nas áreas das hidrelétricas e menor demanda dos consumidores.

Para esta semana, o preço foi fixado em 236 reais por megawatt-hora no Sudeste, baixa de quase 61 por cento ante o pico e menor patamar desde agosto de 2013.

A queda no preço à vista puxou para baixo também as ofertas de energia para o período entre julho e dezembro de 2015, que saíram de um patamar médio de 370 reais por megawatt-hora em março para cerca de 250 reais por megawatt-hora, disse Kodja.

Além disso, os contratos de energia para 2016 também têm sido bastante procurados, segundo o executivo, após saírem de um preço de 278 reais por megawatt-hora em abril para cerca de 200 reais por megawatt-atualmente.

“Temos dois motivos para isso. O primeiro, fundamental e principal deles, é queda na demanda. E com isso, os reservatórios (das hidrelétricas) não são tão impactados”, afirmou Kodja.

Por Luciano Costa

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