27 de Julho de 2015 / às 15:10 / 2 anos atrás

Empilhadeira de carvão da Vale desaba em porto de Moçambique, dizem fontes

MAPUTO (Reuters) - Uma empilhadeira de carvão caiu no Porto de Nacala, em Moçambique, representando um revés para a mineradora brasileira Vale, que planeja iniciar os embarques de carvão no local no terceiro trimestre deste ano, afirmaram três fontes à Reuters nesta segunda-feira.

A máquina gigante, que é usada para movimentar carvão e outros granéis sólidos, se curvou na semana passada, de acordo com uma fonte da indústria de mineração com conhecimento da situação.

"Os empreiteiros estão investigando e um relatório oficial é esperado dentro de um par de semanas", disse a fonte, acrescentando que ninguém ficou ferido no acidente.

Outra fonte disse que poderia levar meses para consertar o equipamento.

A Vale não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

A empresa de mineração depende do porto e de uma ferrovia, que juntos são conhecidos como Corredor de Nacala, para elevar a capacidade de produção em sua mina de carvão de Moatize, no noroeste de Moçambique.

A Vale planeja atingir a produção de 11 milhões de toneladas de carvão por ano até meados de 2016 e 22 milhões de toneladas em 2017. A atual produção é de cerca de 7 milhões de toneladas.

Uma terceira fonte afirmou que a Vale vem enfrentando dificuldades em sua planta de preparação de carvão, um problema que pode impedir a companhia de atingir sua meta de produção para este ano.

O projeto da Vale de Moatize tem sofrido com problemas de logística, com as dificuldades de construção e expansão da ferrovia e do porto de Nacala, impedindo o aumento da produção da mina conforme a Vale havia planejado anteriormente.

A linha férrea, de 900 km, chega a cruzar o Malauí para chegar ao porto de Nacala, no Oceano Índico. Originalmente, a Vale havia dito que previa transportar carvão pelo novo porto no primeiro trimestre de 2015.

Em dezembro passado, a empresa vendeu uma participação no projeto para a trading japonesa Mitsui, para compartilhar custos. A Mitsui comprou uma participação de pouco menos de 15 por cento na mina e 35 por cento no transporte ferroviário e porto.

Reportagem adicional de Silvia Antonioli, Stephen Eisenhammer e Sarah McFarlane

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