30 de Julho de 2015 / às 23:14 / 2 anos atrás

PDG Realty eleva prejuízo do 2o trimestre para R$231 mi

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A construtora e incorporadora PDG Realty teve prejuízo no segundo trimestre acima de estimativas de analistas,

pressionada por queda nas vendas e por ajustes em sua estrutura administrativa.

A empresa teve prejuízo de 231 milhões de reais no segundo trimestre, ante resultado negativo de 135 milhões de reais no mesmo período do ano passado. A média de estimativas de analistas apontava para prejuízo de 145,8 milhões de reais.

No período, a companhia não realizou lançamentos, preferindo dar foco nas obras em andamento e na redução de estoques, que caíram 20,8 por cento ano a ano. Ainda assim, as vendas contratadas líquidas caíram 81,5 por cento, a 71 milhões de reais.

Os distratos atingiram 279 milhões reais no trimestre, 1,5 por cento acima do segundo trimestre de 2014 e crescimento de 10 por cento sobre os três primeiros meses do ano.

“O aumento nos distratos continua a refletir o período de maior volume de entregas pelo qual a companhia está passando, além do aperto das condições de crédito para o financiamento imobiliário, com o aumento de taxas (de juros) e diminuição do limite máximo de financiamento”, disse a PDG em seu relatório de resultados divulgado nesta quinta-feira.

Assim, a receita operacional da PDG caiu 47,9 por cento, para 482 milhões de reais.

DESCONTOS

Com o objetivo de impulsionar as vendas, a PDG lançou campanha oferecendo descontos especiais, financiamento de até 20 por cento do valor do contrato de financiamento, recompra do imóvel caso o cliente não seja aceito no financiamento bancário.

A PDG também implementou financiamento direto em até 120 meses para imóveis comerciais e bonificação na última parcela para clientes adimplentes até o momento do repasse.

A companhia registrou geração operacional de caixa positiva pelo quarto trimestre seguido, de 78 milhões de reais, e espera geração de caixa crescente no segundo semestre, impulsionada pela conclusão dos projetos em andamento.

A empresa disse ainda que deve sentir no segundo semestre grande parte dos efeitos de uma reestruturação realizada para adequar a PDG ao tamanho atual da operação da companhia.

“Grande parte do resultado desse ajuste deverá ser sentido no segundo semestre do ano, mas mesmo levando em consideração as obrigações trabalhistas incorridas por conta dos desligamentos, as despesas gerais e administrativas já encerraram o trimestre abaixo do trimestre anterior”, disse a companhia no balanço.

A empresa não informou o volume de demissões de funcionários, mas o total de despesas gerais e administrativas caiu 28 por cento no segundo trimestre sobre um ano antes.

Na segunda metade do ano, a PDG concentrará seus esforços em desalavancagem por meio de alongamento de dívidas corporativas e aceleração da venda de ativos não estratégicos.

O nível de endividamento da empresa caiu 47 por cento entre o quarto trimestre de 2012 e o segundo trimestre de 2015, quando a dívida líquida ficou em 5,8 bilhões de reais.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) no segundo trimestre ficou negativo em 56,3 milhões de reais, ante 123,3 milhões de reais positivos um ano antes.

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