31 de Julho de 2015 / às 15:57 / em 2 anos

Executivos da Eletrobras pedem licença durante investigação interna

BRASÍLIA (Reuters) - Dois importantes executivos da Eletrobras pediram licenciamento de seus cargos enquanto durarem investigações internas sobre supostas irregularidades em projetos do setor elétrico, que surgiram no rastro da operação Lava Jato.

Sede da Eletrobras no centro do Rio de Janeiro. 20/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares

O diretor de Geração da holding Eletrobras, Valter Cardeal, e o diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte, uma subsidiária do grupo, Adhemar Palocci, são alvos de denúncias publicadas na imprensa pelo suposto envolvimento em esquemas de corrupção.

À Reuters, os dois executivos negaram nesta sexta-feira o envolvimento em atos de corrupção. Eles afirmaram que são os maiores interessados no esclarecimento das denúncias e no sucesso das investigações internas, conduzidas pelo escritório de advocacia internacional Hogan Lovells.

A expectativa é que o Hogan Lovells conclua a investigação interna na Eletrobras em outubro.

“Queremos deixar a investigação interna transcorrer tranquilamente”, disse Palocci, irmão do ex-deputado e ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci.

“Como gestores públicos de uma companhia pública, não queremos causar prejuízos”, afirmou Cardeal.

No fim de junho, o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem afirmando que o ex-presidente da Camargo Corrêa Dalton Avancini, réu nos processos da Lava Jato, teria apontado em delação premiada o nome de Adhemar Palocci como suposto recebedor de propina na Eletronorte relacionada à hidrelétrica de Belo Monte, no valor de 20 milhões de reais. O dinheiro teria como destino o PMDB e agentes da Eletronorte.

Neste mês, a revista Veja publicou que Cardeal teria sido citado pelo dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, outro réu na Lava Jato. Segundo a publicação, Pessoa teria dito, na delação premiada, que o diretor da Eletrobras participou de corrupção envolvendo a usina nuclear Angra 3.

Na terça-feira, a Lava Jato, que revelou um esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras, chegou formalmente ao setor elétrico, com a prisão do presidente licenciado da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras responsável por Angra 3, Othon Luiz Pinheiro da Silva, e o responsável pela área de energia na Andrade Gutierrez, Flavio Barra.

Segundo a Polícia Federal, Silva é suspeito de ter recebido 4,5 milhões de reais em propina por meio de intermediários de Andrade Gutierrez e Engevix. A Eletrobras se recusou a comentar a última operação da PF e a Andrade Gutierrez disse que sempre cooperou com as investigações, enquanto a Engevix afirmou estar “prestando todos os esclarecimentos” à Justiça.

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