6 de Agosto de 2015 / às 23:48 / 2 anos atrás

Receita maior na unidade de títulos faz lucro da Cetip crescer 18% no 2º tri

SÃO PAULO (Reuters) - O avanço da receita na unidade de títulos e valores mobiliários, devido ao maior volume de custódia e à maior demanda por derivativos motivou alta de 18,3 por cento do lucro da Cetip no segundo trimestre.

A maior central depositária de títulos privados da América Latina reportou lucro líquido de 118,7 milhões de reais no período. Na comparação sequencial, houve queda de 1,7 por cento.

O número veio em linha com a previsão média de analistas consultados pela Reuters, de lucro de 119 milhões de reais no período.

O resultado da companhia medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), foi de 186,1 milhões de reais, alta de 10,3 por cento ano a ano. Já a margem Ebitda, pelo conceito ajustado, caiu 4,3 pontos percentuais, para 66,6 por cento.

A receita líquida avançou 17,2 por cento, a 286,8 milhões de reais. O destaque foi a área de títulos e valores mobiliários, com avanço anual de 20,3 por cento, pontuada pelo maior volume de transações de CDBs, mais ativos em custódia e o aumento da demanda por derivativos, especialmente os ligados a câmbio, refletindo a volatilidade recente do mercado de capitais.

Segundo o diretor Financeiro, Corporativo e de Relações com Investidores da Cetip, Willy Jordan, a tendência é que esse cenário se reproduza no segundo semestre.

“Se houver estabilização da economia e um quadro favorável para emissão de instrumentos como debêntures de infraestrutura, poderemos ter uma receita adicional”, disse à Reuters.

Na véspera, a Vale informou que vai emitir pelo menos 1 bilhão de reais em debêntures de infraestrutura para financiar a expansão da estrada de ferro Carajás.

“Com aversão a risco no mercado internacional, grandes emissores brasileiros podem preferir o mercado doméstico, o que seria bom pra gente”, afirmou Jordan.

Já a unidade de financiamentos teve expansão menor, de 10,8 por cento, refletindo o mau momento do mercado de automóveis, inclusive os financiados, em retração ante 2014.

As despesas operacionais avançaram 26,9 por cento, para 122,3 milhões de reais, refletindo maiores custos com a unidade de financiamentos, dado o novo modelo de contratos em São Paulo, que mudou a forma de cálculo das receitas e custos com o serviço de gravames de financiamento de veículos. A empresa também teve gastos administrativos pontuais, devido a eventos.

Por Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal

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