12 de Agosto de 2015 / às 22:40 / em 2 anos

Lucro da Cosan cai 52,5% no 2º tri para R$49,4 mi

SÃO PAULO (Reuters) - A Cosan fechou o segundo trimestre com lucro líquido de 49,4 milhões de reais, queda de 52,5 por cento ante o mesmo período de 2014, em meio ao aumento de despesas financeiras, informou a empresa de infraestrutura e energia nesta quarta-feira.

As despesas financeiras líquidas apresentaram incremento de 57,4 milhões de reais no segundo trimestre, para 260,8 milhões de reais, por impacto negativo (não caixa) de variação cambial, devido à marcação a mercado de derivativos em função do aumento na cotação do dólar futuro no trimestre.

A empresa ainda registrou incremento em outros encargos e variações monetárias, por conta das despesas financeiras com reorganização societária ocorrida em junho de 2014.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 873,9 milhões, 5,6 por cento acima do ano passado.

O Ebitda da Raízen Combustíveis registrou alta, com a companhia relatando crescimento das vendas acima da média de mercado neste trimestre.

Já os resultados da Raízen Energia --a divisão de açúcar, etanol e geração-- foram impactados pela postergação do início da moagem de cana em função das chuvas, resultando em menores vendas de volumes próprios de açúcar (-29 por cento) e etanol (-27 por cento).

“Este impacto foi parcialmente compensado por um aumento no volume de revenda cujas margens são significativamente menores”, disse a empresa.

Dessa forma, o Ebitda da Raízen Energia, excluindo os efeitos da variação do ativo biológico e de hedge

accounting, somou 328,4 milhões de reais, 30 por cento menor que o registrado no mesmo período de 2014.

A Cosan detém 50 por cento da Raízen Energia e Raízen Combustível, que integram uma joint venture da empresa com a Shell.

A empresa informou que sua unidade de açúcar e etanol, Raízen, deverá processar entre 57 milhões e 60 milhões de toneladas de cana na temporada 2015/16 e produzir entre 4,2 milhões e 4,4 milhões de toneladas de açúcar e ainda entre 1,9 bilhão e 2,1 bilhões de litros de etanol no período.

Por Luciano Costa e Roberto Samora

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