14 de Agosto de 2015 / às 13:10 / em 2 anos

Gol diz que indicador de preços de passagens tende a se recuperar

SÃO PAULO (Reuters) - A Gol disse que medidas a serem tomadas para reduzir sua oferta no mercado doméstico e ajustar sua política de precificação permitem falar em uma tendência de recuperação a partir de agora no indicador que mede os preços de passagens (yield), que sofreu uma queda de 17 por cento no segundo trimestre.

Aviões da Gol no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. 16/12/2014 REUTERS/Pilar Olivares

A menor demanda de clientes corporativos e iniciativas para atrair passageiros a lazer com preços reduzidos se refletiram, entre outros fatores, em uma redução de 10,5 por cento na receita líquida da Gol de abril a junho ante o mesmo período do ano passado.

O presidente-executivo da Gol, Paulo Kakinoff, disse que os próximos trimestres devem ser melhores que o segundo, após a companhia reduzir sua projeção de crescimento da oferta no Brasil em 2015 para uma faixa entre zero e queda de 1 por cento, ante previsão anterior de crescimento zero.

Questionado sobre o motivo de a companhia não ter previsto uma redução ainda maior diante dos números fracos de receita, Kakinoff afirmou que pouco adianta que a Gol tome a iniciativa isoladamente.

“Não faz sentido que Gol e Latam continuem reduzindo a oferta além do que já foi anunciado sem que haja o mesmo comportamento dos demais ‘players’”, afirmou, referindo-se às rivais Azul e Avianca. Segundo ele, uma redução de oferta em centros importantes de conexões também poderia provocar a migração de clientes para a concorrência, sem necessariamente aumentar o yield.

“Ainda assim estamos fazendo a redução porque há uma parcela da malha em que podemos fazer sem comprometer”, disse.

Na avaliação do executivo, uma recuperação da economia que impacte o setor deve ocorrer em uma velocidade lenta e gradual. Em agosto, o número de passageiros já teve alguma retomada, mas com clientes buscando tarifas menores, mudança à qual a Gol tem buscando se adaptar com ajustes no modelo tarifário.

Por conta da possibilidade de recuperação do yield e da volatilidade do mercado, a Gol preferiu ainda não revisar projeções financeiras, como a de margem operacional de 2 a 5 por cento em 2015. No primeiro semestre, a margem operacional ficou negativa em 2,1 por cento.

MUDANÇAS NA FROTA

Diante da perspectiva de reduzir sua oferta no segundo semestre, a Gol disse que pode promover ajustes em seu plano de frota.

A empresa disse ter flexibilidade no fluxo de recebimento de novas aeronaves da Boeing, cuja entrega pode ser adiada ou antecipada, assim como junto a companhias que oferecem serviços de leasing à Gol (lessors), além dos contratos de aluguel das aeronaves de sua própria frota a outras companhias (sub-leasing).

No momento, sete aeronaves de sub-leasing estão voando na Europa para atender à alta temporada, número que pode cair para quatro ou subir para dez caso necessário. “A possibilidade de respondermos rapidamente à demanda é bastante grande”, disse Kakinoff.

A Gol teve prejuízo líquido de 354,9 milhões de reais no segundo trimestre, ampliando o resultado negativo de 145 milhões de reais obtido do mesmo período do ano passado.

Por Priscila Jordão

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