25 de Agosto de 2015 / às 00:40 / em 2 anos

Levy diz que não planeja deixar governo

WASHINGTON (Reuters) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, desmentiu nesta segunda-feira especulações de que estaria planejando deixar o governo, após informações da imprensa de embate com outros ministros sobre as medidas de austeridade que ele tenta implementar.

Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fala a jornalistas em São Paulo. 18/08/2015 REUTERS/Paulo Whitaker

Ao conceder uma entrevista coletiva em Washington, nos Estados Unidos, Levy disse que membros da equipe da presidente Dilma Rousseff estão trabalhando juntos para que o país possa voltar a crescer.

O ministro tirou licença até quarta-feira, inflamando especulações de mercado de que ele poderia deixar o governo. Levy tem família em Washington e afirmou que a viagem foi autorizada pela presidente para que pudesse passar tempo com a família.

No entanto, Levy afirmou que esta viagem não tinha relação com qualquer dificuldade no governo.

O ministro convocou uma entrevista a jornalistas nesta segunda-feira, durante seu período de folga em Washington, em dia de tensão política na cena brasileira e instabilidade nos mercados mundiais.

Nesta segunda-feira, o vice-presidente Michel Temer deixou o comando do dia a dia da articulação política do governo da presidente Dilma Rousseff e passará a se concentrar apenas em temas maiores da articulação, disseram à Reuters fontes próximas ao setor no Planalto.

Os temores com China, após o mercado acionário do país despencar mais de 8 por cento, provocaram tensões nos mercados globais.

Levy afirmou que o governo avalia os desdobramentos no país asiático com bastante atenção e destacou que a China atravessa um momento de transição na sua economia e que esta mudança será bem-sucedida. O ministro sugeriu ainda que os mercados financeiros estavam reagindo à situação “sem informações completas”.

Nos Estados Unidos, as bolsas caíram quase 4 por cento, enquanto que o índice das principais ações europeias teve perda superior a 5 por cento. No Brasil, o principal índice da bolsa paulista caiu 3 por cento, à mínima desde 2009, enquanto que o dólar subiu à maior cotação ante o real em mais de 12 anos.

IMPOSTOS

Questionado sobre os eventuais planos para promover aumento de impostos, Levy disse que o governo está avaliando “todas as alternativas para ter um orçamento robusto”.

O ministro disse que o governo não está considerando o aumento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), incidente sobre combustíveis. “Não estou vendo aumento da Cide”, disse ele.

Levy afirmou ainda que o governo está trabalhando para apresentar um plano de orçamento para 2016 que aumente a confiança da capacidade de atingir suas metas fiscais.

Mais cedo, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que o governo planeja cortar 10 dos atuais 39 ministérios para tornar o Estado mais eficiente. No entanto, ele não especificou quanto o governo poderia economizar.

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