9 de Setembro de 2015 / às 14:50 / 2 anos atrás

Cemig busca novo sócio na Light e praticamente descarta interesse na Celg

SÃO PAULO (Reuters) - A estatal mineira de energia Cemig está em busca de um novo sócio na holding de energia Light, que controla uma distribuidora de eletricidade responsável pelo fornecimento no Rio de Janeiro e tem ativos em geração, disse o diretor de relações institucionais da Cemig, Luiz Fernando Rolla.

A Cemig possui 26 por cento da Light, além de uma participação indireta por meio da Parati, um veículo de investimento que tem como sócia a Redentor Energia, que comunicou na semana passada que vai exercer uma opção de venda de sua fatia na elétrica.

Pelas regras do acordo assinado entre as empresas, a Cemig deve comprar a parcela da Redentor ou encontrar outro interessado na aquisição.

O complexo arranjo por trás da participação da Cemig na Light por meio da Parati tem como objetivo possibilitar que a holding mineira controle a empresa sem que esta se torne também uma estatal, e a Cemig já busca interessados na parcela da Redentor para manter esse formato, explicou à Reuters o diretor da Cemig, em entrevista na tarde de terça-feira.

“O interesse nosso é manter essa estrutura funcionando, porque dá muito mais agilidade na gestão. Vamos continuar seguindo essa alternativa, seja com os investidores atuais, seja com novos investidores. Estamos buscando a melhor alternativa para que, quando ocorrer o vencimento (da opção de venda pela Redentor) tenhamos condição de substituir aqueles que quiserem sair do projeto”, afirmou Rolla.

CELG FORA DO RADAR

Ao comentar oportunidades de negócios para a Cemig, Rolla destacou o interesse em aquisições em geração e transmissão, mas praticamente descartou a entrada da Cemig na disputa pela distribuidora de energia Celg, controlada pela Eletrobras, que o governo pretende vender até o final deste ano.

Ele disse que a Cemig, inclusive, chegou a estudar a compra da elétrica goiana no passado, mas não seguiu adiante pelo difícil quadro financeiro da Celg, que incluía elevado endividamento e inadimplência com obrigações no setor elétrico, e pela dificuldade de integrar as operações da companhia à suas atividades de distribuição, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

“O foco nosso é muito na região Sul-Sudeste”, afirmou Rolla.

Segundo ele, a Cemig irá avaliar o edital de venda da Celg quando este for disponibilizado, mas o negócio não está entre os de maior interesse neste momento.

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