22 de Setembro de 2015 / às 16:43 / em 2 anos

PPSA diz que desenvolvimento de Libra está dentro do cronograma

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O desenvolvimento da área de petróleo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, está dentro do cronograma, com o quarto poço exploratório em fase avançada, afirmou nesta terça-feira o presidente da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), Oswaldo Pedrosa.

A reserva petrolífera de Libra, considerada a maior do Brasil, é operada pela Petrobras, com 40 por cento de participação, em parceria com a Shell e a Total, ambas com fatia de 20 por cento, além das chinesas CNPC e CNOOC, as duas com 10 por cento cada.

A licitação da plataforma piloto de Libra, que tem previsão para entrar em operação em 2019, já está ocorrendo e deve ser concluída neste ano.

“O plano prevê o primeiro óleo do piloto em 2019, e para isso é preciso contratá-lo agora, senão escorrega para frente”, declarou Pedrosa a jornalistas, após evento no Rio de Janeiro.

Foram convidadas para a concorrência, segundo Pedrosa, companhias internacionais que estão no Brasil, algumas vinculadas a empresas brasileiras.

O executivo disse ainda que serão iniciadas as perfurações de outros dois poços na área ainda neste ano.

Já o primeiro óleo do Teste de Longa Duração (TLD) de Libra deverá ser extraído no primeiro trimestre de 2017, segundo o afretador da plataforma informou à Reuters em agosto.

CONTEÚDO LOCAL EM LIBRA

Pedrosa admitiu que a operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção bilionário que envolveu estatais, empresas privadas e partidos políticos, causou atrasos no setor de petróleo brasileiro.

Mas em Libra o executivo frisou que o consórcio está trabalhando para cumprir as regras estabelecidas em contrato.

“Fazemos um planejamento de conteúdo local, estamos criando um sistema de monitoramento e procuramos orientar esse planejamento para ter uma indicação clara de que poderemos atingir o conteúdo local no final da exploração, no final da realização de um TLD e no final de o desenvolvimento de um módulo”, afirmou.

Ele ponderou que o contrato prevê, caso seja necessário, o pedido de liberação do compromisso de conteúdo local junto à ANP, o órgão regulador do setor. A solicitação está prevista caso a tecnologia necessária não esteja disponível no Brasil, entre outras situações.

Ele considerou que casos de pedidos de isenção de cumprimento de conteúdo local podem ser realizados em Libra.

Por Marta Nogueira

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