14 de Outubro de 2015 / às 14:41 / 2 anos atrás

Vendas do varejo dos EUA sobem; preços ao produtor caem com desinflação

WASHINGTON (Reuters) - As vendas no varejo dos Estados Unidos tiveram leve alta em setembro, porém o aumento das vendas de veículos e outros bens apontam para uma demanda doméstica sólida que pode blindar a economia da desaceleração global.

Outros dados desta quarta-feira sugerem que a desinflação está reemergindo, com os preços ao produtor de setembro registrando sua maior queda em oito meses. A combinação de vendas no varejo brandas e inflação fraca colocam mais dúvida sobre se o Federal Reserve, banco central norte-americano, vai elevar a taxa de juros ainda este ano.

"A fraqueza dos números de setembro apoiam nossa visão de que o Fed provavelmente não vai aumentar os juros até o começo do ano que vem", disse o economista-chefe da Capital Economics, Paul Ashworth.

O Departamento do Comércio informou que as vendas no varejo subiram 0,1 por cento no mês passado após ficarem estáveis em agosto. Economistas consultados pela Reuters previam um aumento de 0,2 por cento das vendas no varejo em setembro.

As vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, material de construção e serviços alimentares caíram 0,1 por cento, após o resultado de agosto ser revisado para baixo para uma alta de 0,2 por cento. O chamado núcleo das vendas do varejo corresponde mais de perto ao componente do gasto do consumidor no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O relatório ressalta a força da demanda doméstica apesar do enfraquecimento da economia global e da desaceleração na criação de empregos nos últimos dois meses, o que tem diminuído as expectativas de um aumento da taxa de juros este ano.

Em um relatório separado, o Departamento do Trabalho disse nesta quarta-feira que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) caiu 0,5 por cento em setembro, a maior queda desde janeiro, após permanecer inalterado em agosto.

Nos 12 meses encerrados em setembro, o PPI caiu 1,1 por cento após cair 0,8 por cento em agosto. Essa foi a 8ª queda seguida do índice no acumulado em 12 meses.

A maioria dos economistas espera que o Fed eleve sua taxa de juros em dezembro, mas os mercados financeiros estão precificando o aumento somente para o próximo ano.

O cenário de inflação fraca é um dos obstáculos para as autoridades que vão elevar a taxa de juros no país pela primeira vez em quase uma década. O Fed mantém sua taxa de juros de curto prazo próxima a zero desde o final de 2008.

Outro dado divulgado nesta manhã, foi relativo aos estoques empresariais no país, que ficaram estáveis em agosto, ante uma expectativa do mercado de aumento de 0,1 por cento.

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