15 de Outubro de 2015 / às 19:39 / em 2 anos

Solair capta R$50 mi para instalar telhados solares; dólar freia expansão

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa de energia Brasil Solair, especializada na implementação de placas fotovoltaicas em telhados, captou 50 milhões de reais junto a investidores para viabilizar entre 600 e 700 instalações até o final do ano, com foco principalmente em clientes do segmento comercial, afirmou um executivo à Reuters.

O projeto inicial da companhia era obter até 250 milhões de reais por meio da emissão de debêntures, mas os planos foram reduzidos momentaneamente devido à alta do dólar, que encareceu os painéis solares, importados da China.

“O país passa por um momento de grande indecisão. Não só os investidores têm seus receios, como nós também temos... agora, como estou comprando equipamento dolarizado... é uma equação difícil de curto prazo”, explicou o presidente da Brasil Solair, Nelson Cortês.

A Brasil Solair, que iniciou operações em 2009, está presente no Piauí, no Maranhão e na Bahia, onde instalou placas solares em um condomínio do programa federal Minha Casa Minha Vida, que vende a eletricidade produzida para a Caixa Econômica Federal.

Agora, a companhia se prepara para entrar em mais Estados, como Minas Gerais, considerado atrativo pelas elevadas tarifas locais, e o interior de São Paulo, onde o menor número de prédios em relação à capital amplia a disponibilidade de telhados para a instalação das placas, além de outras regiões no Nordeste.

“A microgeração tem uma capacidade de penetração... um mercado que é totalmente inimaginável em volume”, afirmou Cortês.

Projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam para a possibilidade de o país ter 2 mil megawatts em pequenas instalações solares até 2024.

ECONOMIA QUE BANCA

No modelo de negócios da empresa, os recursos captados financiam as instalações solares para os clientes, que depois pagam um aluguel pelos equipamentos, que pode ser bancado apenas com a economia na conta de luz proporcionada pelos painéis.

O risco, segundo Cortês, seria comprar equipamentos em um momento de alta do dólar e depois não conseguir fechar uma equação financeira em que o equipamento se pague, uma vez que a economia na conta de luz é em reais.

“Isso, na verdade, está fazendo com que alonguemos nossa captação, no sentido de não buscar os recursos agora”, explicou.

Para o executivo, o modelo para viabilizar os telhados solares permite que o consumidor economize sem qualquer aporte de recursos, ao mesmo tempo em que é uma opção atrativa para investidores.

“A receita advinda da locação das placas é suficiente para remunerar o dinheiro que for aportado na empresa por investidores a uma taxa maior que eles receberiam no mercado, e também suficiente para que a empresa tenha sua margem”, explicou.

A meta da Brasil Solair é fechar este ano com cerca de 12,5 megawatts em equipamentos instalados --o que significa entre 600 e 700 projetos com capacidade média de 20 kilowatts-- contra perto de 5 megawatts atualmente concluídos.

“Nosso plano era chegar ao fim do ano com 60 megawatts instalados, mas refizemos pela condição que vivemos no país”, disse Cortês.

Segundo ele, assim que o cenário se estabilizar, a Brasil Solair pretende seguir com as captações de recursos e instalações. “Em 12 meses após essa estabilização, vamos ter instalado mais 50 a 60 megawatts”, projetou Cortês.

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