22 de Outubro de 2015 / às 19:34 / 2 anos atrás

China reduz produção de minério com 62% de ferro para 180 mi t ao ano, diz Vale

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A China está produzindo atualmente de 180 milhões a 190 milhões de toneladas por ano de minério em base equivalente a 62 por cento de teor de ferro, ante produção de 240 milhões em 2014, com mineradoras de menor custo colocando pressão em empresas chinesas, disse nesta quinta-feira o presidente-executivo da Vale, Murilo Ferreira.

"Certamente esse volume tão expressivo saiu do mercado porque não encontrou condições econômicas de continuar. O exemplo da China, como maior consumidor, para mim evidência que demanda e a oferta estão funcionando", afirmou o executivo, durante teleconferência com jornalistas sobre os resultados do terceiro trimestre da companhia.

As grandes produtoras globais de baixo custo, como Vale, Rio Tinto e BHP, têm ampliado sua produção, colaborando para pressionar os preços a mínimas históricas, mas levando muitas mineradoras a deixarem o mercado.

O diretor de ferrosos da Vale, Peter Poppinga, acrescentou, por sua vez, acreditar que a produção desse tipo de minério de ferro de maior qualidade na China poderá cair mais em 2016, para 170 milhões de toneladas. Num prazo mais longo, recuaria para 150 milhões de toneladas.

Além de colocar pressão em mineradoras menos eficientes na China, as grandes companhias da Austrália e Brasil também estão levando vantagem sobre outros fornecedores ao principal importador global da commodity.

O gigante asiático, segundo Ferreira, recebia minério de 59 países no auge do super ciclo das commodities, em 2011 --quando os preços estavam próximos de 200 dólares a tonelada, ante aproximadamente 50 dólares atuais-- e no próximo ano deverá estar recebendo, no máximo, de 20 países.

DESINVESTIMENTO da MRN

Ferreira disse ainda que existe "grande possibilidade" de a Vale concluir neste ano a operação de venda de fatia na sua unidade produtora de bauxita no Brasil, a Mineração Rio do Norte (MRN).

"Nosso plano original é fechar operação da MRN ainda no curso de 2015, mas essa operação ainda tem uma série de eventos precedentes, não podemos confirmar, mas existe uma grande possibilidade que ela seja concluída ainda em 2015", afirmou.

No início de outubro, a Vale assinou um acordo com a Norsk Hydro para uma possível venda de 40 por cento da MRN, segundo a empresa norueguesa.

O valor possível do negócio não foi publicado, e Ferreira evitou dar mais informações, alegando um acordo de confidencialidade com a companhia da Noruega.

A MRN produz bauxita, usado para fazer a alumina, matéria-prima para a fabricação de alumínio. A empresa tem capacidade para produzir 18 milhões de toneladas de bauxita por ano.

A Norsk Hydro, segunda maior produtora global de alumínio depois da Alcoa, já tem uma participação de 5 por cento na MRN. Ao fazer o anuncio, a norueguesa observou que o negócio ainda dependia da aprovação dos termos por ambas as partes.

A Hydro e a Vale também vão precisar do apoio para a transação de outros acionistas da MRN, incluindo a Alcoa, que tem 18,2 por cento.

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