10 de Novembro de 2015 / às 16:33 / 2 anos atrás

Dilma diz que governo está preocupado com chegada de lama de barragens ao Espírito Santo

(Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que seu governo está “extremamente preocupado” com a chegada da lama com resíduos de mineração de barragens que se romperam em Mariana (MG) ao Estado do Espírito Santo, pelo Rio Doce.

Presidente Dilma Rousseff. 01/07/2015 REUTERS/Stephen Lam

Em cerimônia de entrega de moradias do Minha Casa Minha Vida, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, a presidente, que estava em Nova Friburgo, região serrana fluminense, se dirigiu aos capixabas e colocou seu governo à disposição para ajudar o Estado com a chegada da lama das barragens de Mariana.

“Nós estamos extremamente preocupados porque duas barragens se abriram no Estado de Minas e uma onda de água com lama está chegando no Rio Doce e também hoje nós temos de olhar a situação do Espírito Santo, e o governo federal se coloca inteiramente à disposição”, disse a presidente.

A onda de lama que devastou o distrito de Bento Rodrigues, na cidade de Mariana, e atingiu outras áreas da região após o rompimento de duas barragens de uma mina de minério de ferro operada pela mineradora Samarco chegou ao Rio Doce e vem descendo o rio em direção a cidades capixabas, colocando em risco o abastecimento de água na região, que vem sofrendo com uma crise hídrica.

O acidente, ocorrido na quinta-feira, deixou 4 mortos e 22 desaparecidos. A produção da Samarco, uma joint venture da Vale VALE5.SA com a anglo-australiana BHP Billiton (BHP.AX), foi paralisada, e a extração de minério de ferro da Vale em minas próximas também foi afetada.

“Já estivemos na região em Minas Gerais, vamos agora acompanhar a situação lá no Espírito Santo”, assegurou a presidente.

Também nesta terça, o Ministério Público Federal no Espírito Santo e o Ministério Público Estadual capixaba obtiveram decisão liminar que obriga a Samarco e órgãos de meio ambiente e saneamento a adotarem uma série de ações visando à produção e à conservação das provas necessárias para reparação pelos danos ambientais e danos morais coletivos causados no Estado por conta do rompimento das barragens. [nE6N125028]

Durante o evento, que entregou moradias a beneficiários do Minha Casa Minha Vida, entre eles pessoas afetadas pelas inundações e deslizamentos de terra em cidades da região serrana do Rio de Janeiro em 2011, Dilma voltou a assegurar que dará continuidade ao Minha Casa Minha Vida mesmo em meio aos cortes de gastos para reequilibrar suas contas públicas.

“Mesmo no momento de dificuldades que o país enfrenta, vamos continuar fazendo o Minha Casa Minha Vida”, garantiu a presidente, que também voltou a garantir a manutenção do Bolsa Família, mesmo em um cenário fiscal adverso.

Por Eduardo Simões, em São Paulo

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