11 de Novembro de 2015 / às 18:44 / em 2 anos

Partido Socialista português exige que estatal Parpública não conclua privatização da TAP

LISBOA (Reuters) - O Partido Socialista (PS) português enviou uma carta ao presidente da holding estatal Parpública exigindo que não conclua a privatização da companhia aérea TAP, um dia após a derrubada do governo de centro-direita.

Em uma carta enviada pelo grupo de parlamentares do PS à Parpública, a que a Reuters teve acesso, os socialistas lembram que a “posição do PS sobre a TAP é clara e pública: o PS não aceita que o Estado não mantenha uma posição de controle, devendo ter uma intervenção e presença na definição do rumo estratégico desta empresa”.

“O PS (...) é frontalmente contra a forma como o atual processo de reprivatização tem sido desenvolvido, desde o seu início”, disse, lembrando que os partidos da maioria de esquerda do Parlamento, que apoiam um eventual governo socialista, estão contra este processo.

A conclusão da venda de uma parcela de 61 por cento da empresa, ao consórcio do empresário brasileiro-americano David Neeleman e do português Humberto Pedrosa, está prevista para 12 de novembro.

“Consideramos que não estão reunidas as condições legais nem políticas para que se mantenha este processo de reprivatização da TAP”, disseram os deputados socialistas, lembrando que o atual “governo se encontra com poderes de gestão”.

Na terça-feira, o PS e os partidos à sua esquerda aliaram-se e derrubaram o governo minoritário de centro-direita, que venceu as eleições de 4 de outubro, acordando viabilizar um Executivo socialista para bloquear as “excessivas” medidas restritivas, impostas com o resgate externo pedido em 2011.

“Esperamos assim, em função do novo quadro político existente no nosso país, que o Presidente da Parpública não conclua o atual processo de reprivatização da TAP, não procedendo à assinatura dos contratos de alienação do seu capital social”, disse o grupo parlamentar do PS.

Em junho, o consórcio Gateway venceu o leilão de privatização de 61 por cento da TAP, sendo que em paralelo os empregados da companhia aérea podem ficar com uma parcela adicional de 5 por cento do capital da companhia.

O consórcio Gateway já indicou que quer investir até 800 milhões de euros na TAP e expandir as rotas para os Estados Unidos e Brasil, querendo que a endividada operadora aérea comece a dar lucros em 2016

Por Sérgio Gonçalves

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below