12 de Novembro de 2015 / às 16:07 / 2 anos atrás

Pode demorar até 2016 para alta de juros ser justificada, diz Evans, do Fed

CHICAGO (Reuters) - Pode demorar até o próximo ano para que a inflação tenha ímpeto suficiente de alta para justificar a elevação da taxa de juros nos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, acrescentando que depois as altas devem ser bastante gradual.

"O cenário para a inflação continua muito baixo", disse Evans em declarações preparadas para discurso em evento. "Uma trajetória gradual de normalização iria equilibrar tanto os vários riscos às minhas projeções para o caminho mais provável da economia quanto os custos que estariam envolvidos em mitigar esses riscos."

Evans é uma das autoridades do Fed que acreditam que o banco central não deve elevar os juros no próximo mês. Economistas acreditam que isso será feito e operadores precificam uma chance de 70 por cento de alta.

O desemprego caiu para 5 por cento, metade da máxima na época da recessão e pouco acima do que muitos concordam seja o mínimo para que as pressões inflacionárias comecem a aumentar. Mas com a queda dos preços do petróleo e o fortalecimento do dólar pressionando para baixo os preços, Evans acredita que a inflação ainda estará abaixo da meta de 2 por cento do Fed mesmo até o final de 2018.

A reunião do Fed de 15 e 16 de dezembro será a última chance de Evans de voltar no comitê de política monetária do banco central antes de assumir uma posição que não tem direito a voto para 2016, sendo substituído por Loretta Mester, presidente do Fed de Cleveland e mais "hawkish".

Ainda não está claro se Evans usará seu voto para protestar contra a alta de juros no próximo mês. O Fed tem mantido a taxa de juros referencial perto de zero desde dezembro de 2008.

Evans repetiu nesta quinta-feira que está mais focado em garantir que o ritmo das altas de juros seja lento, do que no exato momento da alta inicial, dizendo que poderia ser apropriado para os juros do Fed ainda permanecer abaixo de 1 por cento no final de 2016.

Reportagem de Ann Saphir

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