16 de Novembro de 2015 / às 22:50 / 2 anos atrás

Wall Street pouco reage a atentados em Paris e fecha em alta de mais de 1%

(Reuters) - As bolsas de valores nos Estados Unidos registraram os ganhos mais fortes em três semanas nesta segunda-feira, impulsionadas pelo avanço dos papéis de energia, com investidores apostando que os atentados de sexta-feira em Paris terão pouco impacto no longo prazo na economia dos Estados Unidos e nos resultados corporativos.

Na sessão de melhor desempenho desde 22 de outubro, o índice Dow Jones fechou em alta de 1,38 por cento, a 17.483 pontos. O S&P 500 avançou 1,49 por cento, para 2.053 pontos, enquanto que o Nasdaq subiu 1,15 por cento, para 4.984 pontos.

Os preços do petróleo nos EUA subiram depois da ofensiva aérea francesa na Síria em reação aos ataques múltiplos ocorridos na sexta-feira em Paris que mataram 129 pessoas. O Estado Islâmico assumiu a autoria dos atentados.

A Exxon subiu 3,58 por cento e a Chevron avançou 4,38 por cento.

Os três principais índices acionários do país abriram com perdas, mas logo reagiram.

O rali permitiu que o S&P 500 recuperasse metade de suas perdas da semana passada. Os três índices perderam mais de 3 por cento na última semana após avançarem mais de 8 por cento em outubro.

"Os mercados estão lentamente se tornando mais e mais imunes a esse tipo de acontecimento", disse o diretor-gerente da R. J. O'Brien & Associates, John Brady, em Chicago.

"Logo na abertura havia um pouco de pânico nos negócios e então, a partir daí, mãos mais estáveis, mais profissionais e com muito dinheiro apareceram e compraram o mercado."

Todos os 10 principais setores S&P subiram, lideradas por um salto 3,25 por cento do índice de energia, embora as empresas ligadas ao setor de lazer e viagens recuaram.

American Airlines recuou 1,43 por cento, United Continental perdeu 1,22 por cento e Delta Airlines caiu 2,16 por cento.

Os ganhos desta segunda-feira sugerem a retomada de um rali que começou em outubro e parou no início de novembro, disse o diretor de vendas e negociação da Lek Securities, Frank Davis, em Nova York.

"Mas o volume não é grande, então, eu não ficaria muito animado", acrescentou.

Apesar da incerteza associada aos atentados na França, o mercado em Wall Street continua focado nas expectativas de que o banco central norte-americano, o Federal Reserve, poderá aumentar a taxa de juros em dezembro pela primeira vez em quase uma década.

Reportagem adicional de Abhiram Nandakumar, em Bangalore

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