22 de Janeiro de 2016 / às 19:34 / em 2 anos

Oferta menor de café robusta do Brasil aumenta interesse por estoques certificados

LONDRES (Reuters) - Uma oferta mais apertada de café robusta do Brasil aumenta a possibilidade de tradings reduzirem estoques certificados por bolsas na Europa para um potencial envio a torrefadores nos Estados Unidos, disseram analistas nesta sexta-feira.

Operadores, corretores e analistas disseram que os diferenciais para o robusta brasileiro, também chamado conillon, estavam nas alturas devido à fraca oferta às vésperas de uma safra que inicia em abril e deverá ser menor devido a uma seca.

O Rabobank projetou uma safra 2016/17 de conillon em cerca de 16 milhões de sacas de 60 quilos, abaixo dos 16,5 milhões de 2015/16, quando as condições das plantações também foram bastante secas.

Operadores cotaram o conillon esta semana em entre 11 e 15 centavos de dólar por libra-peso acima dos contratos futuros de robusta para março em Londres, o que equivale a um extra entre 230 e 330 dólares por tonelada, muito superior aos preços da oferta alternativa do Vietnã.

O robusta de nível 2 do Vietnã foi cotado nesta semana em entre 40 e 50 dólares acima dos contratos futuros para março.

“Os diferenciais do Brasil estão muito fortes, e faria sentido por diversas perspectivas exportar conillon”, disse um operador europeu sênior.

“Muitos torrefadores nos EUA comprariam conillon. Imagino que vamos começar a ver mais interesse nos estoques certificados”, disse outro operador europeu.

Os estoques em armazéns certificados pela bolsa ICE caíram nas últimas semanas e estavam em 193.660 toneladas em 21 de janeiro, com baixa ante as 200.600 toneladas registrados em 3 de dezembro, segundo dados da ICE.

No ano passado, um grande volume de café brasileiro foi leiloado na ICE, criando um desafio para torrefadores europeus, que geralmente não usam grãos dessa origem em suas misturas.

Os principais destinos do conillon são o mercado doméstico brasileiro e os Estados Unidos.

Operadores dizem que os torrefadores brasileiros têm usado mais arábicas de baixa qualidade ao invés de conillon, devido aos preços elevados deste último.

Enquanto o conillon ainda é largamente usado por torrefadores nos EUA, a indústria europeia tipicamente utiliza variedades de robusta vietnamitas ou da Indonésia em suas misturas.

Por David Brough

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