28 de Janeiro de 2016 / às 14:26 / 2 anos atrás

Petrobras quer ser "low cost" para enfrentar baixa do petróleo

Bendine durante entrevista 28/1/2016 REUTERS/Sergio Moraes

Por Marta Nogueira, Rodrigo Viga Gaier e Jeb Blount

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O preço do petróleo tipo Brent não deve se recuperar no curto prazo e a Petrobras precisa estar preparada para qualquer cenário, afirmou nesta quinta-feira, o presidente da companhia, Aldemir Bendine, em coletiva de imprensa.

A publicação do plano de negócios da empresa 2016-2020, segundo Bendine, foi atrasada devido à “extrema volatilidade” da cotação do petróleo e deverá ser apresentado por volta de março.

“Temos que preparar a companhia para Brent de 30, de 20 (dólares por barril)... não importa”, afirmou o executivo, explicando que seja qual for o cenário, a empresa estará pronta.

Bendine explicou que mesmo o pré-sal, que apresenta muitos desafios, continua “extremamente” competitivo atualmente.

O petróleo Brent tocou há poucos dias uma mínima de mais de uma década, de cerca de 27 dólares por barril. Apesar de uma alta nesta quinta-feira, o petróleo permanece muitas dezenas de dólares abaixo dos patamares vistos em anos recentes.

Para enfrentar a conjuntura de preços, Bendine afirmou que a empresa usará “toda a tecnologia para ser mais eficiente”

“Queremos a companhia leve, com boa estrutura de custos e de capital”, afirmou o executivo. “Queremos ser uma empresa ‘low cost’”.

Bendine ressaltou que não há dúvida que um cenário “horrível como esse traz consequencias à empresa”, principalmente para o patrimônio, entretanto frisou que a companhia iniciou 2016 com caixa “robusto”, sem necessidades de novas captações ou recursos extraordinários, com forte contribuição do desempenho operacional.

DESINVESTIMENTOS

Apesar do cenário adverso, o presidente da Petrobras afirmou que o gigantesco plano de desinvestimentos da companhia, de mais de 14 bilhões de dólares, “está a todo vapor”, mas não entrou em detalhes sobre os projetos que podem ser vendidos.

Segundo Bendine, a empresa “não tem restrição” sobre modelos de negócios para realizar venda de ativos, respondendo a comentários de mercado sobre a cultura histórica da estatal procurar não se desfazer do controle de empresas.

Alguns dos ativos para os quais a empresa busca parceiros, são as refinarias.

Segundo Bendine, o próximo plano de negócios deverá manter a indicação para a busca de um sócio para a construção da refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

“Na refinaria do Comperj, nós buscamos um parceiro para atuar na gestão e que carregue investimento do projeto”, declarou.

Além disso, o executivo informou que a segunda unidade de refino (trem, no jargão do setor) da Refinaria do Nordeste (Rnest), ou Abreu e Lima, deverá entrar em operação até 2018, em Pernambuco.

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