3 de Fevereiro de 2016 / às 11:44 / 2 anos atrás

Petrobras diz que pode recorrer contra decisão de juiz em Nova York

Sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro. 25/01/2016Sergio Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras afirmou nesta quarta-feira que a decisão de um juiz dos Estados Unidos publicada na terça-feira, que abriu caminho para que investidores processem a petroleira em grupo devido ao escândalo de corrupção atualmente investigado na empresa, está sujeita a recurso e que continuará a defender seus direitos na ação judicial.

Em uma decisão divulgada na terça-feira, o juiz distrital norte-americano Jed Rakoff em Manhattan certificou duas classes de investidores, ao dizer que suas demandas são suficientemente semelhantes para serem feitas em grupo.

A Petrobras é acusada de inflar o valor de mais de 98 bilhões de dólares em ações e títulos durante vários anos.

"A decisão está sujeita a recurso e a Petrobras continuará a defender firmemente seus direitos na ação", afirmou a petroleira.

O litígio envolve a recuperação de bilhões de dólares em perdas decorrentes de um escândalo de corrupção na estatal, que envolve a investigação de desvio de recursos de contratos da empresa por executivos de grandes companhias e políticos.

Uma ação coletiva pode facilitar a recuperação de grandes somas de recursos por investidores, mais do que se as ações fossem individuais, mas não é garantia de que haverá uma compensação.

Uma classe de investidores reconhecida como apta a entrar na ação é composta por aqueles que adquiriram títulos de dívida da Petrobras em duas ofertas públicas em 2013 e 2014, e será liderada pelo Tesouro do Estado norte-americano da Carolina do Norte e pelo sistema de aposentadoria de funcionários do Havaí.

A outra classe comprou uma série de ativos mobiliários da Petrobras entre janeiro de 2010 e julho de 2015, e será liderada pela Universities Superannuation Scheme de Liverpool, na Inglaterra.

Rakoff nomeou o escritório de advocacia Pomerantz LLP para representar ambas as classes de investidores.

Por Luciana Bruno e Marta Nogueira

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