12 de Fevereiro de 2016 / às 20:43 / 2 anos atrás

Ibovespa fecha em alta com exterior e petróleo, mas cai na semana

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou no azul nesta sexta-feira, com relativa calma das praças acionárias globais após a nervosismo da véspera. Mas incertezas fiscais domésticas ainda pesavam sobre os negócios.

O Ibovespa encerrou em alta de 1,25 por cento, a 39.808 pontos. Na semana, o índice acumulou baixa de 1,93 por cento. O giro financeiro do pregão foi de 4,5 bilhões de reais.

O pregão foi de trégua, com alta das bolsas europeias, dos Estados Unidos e do petróleo, diante de expectativas de corte coordenado na produção global da commodity após comentários do ministro de Energia dos Emirados Árabes.

Nos EUA, o aumento das vendas do varejo em janeiro impulsionou o ânimo dos investidores, em um sinal positivo de que o crescimento econômico está acelerando após ter enfraquecido no fim de 2015.

Mas o noticiário doméstico impediu uma reação maior das ações brasileiras, segundo o gerente de renda variável da H.Commcor, Ariovaldo Santos, em meio à decisão do governo de adiar para março o anúncio do corte no Orçamento de 2016, além de especulações sobre contingenciamento menor do que estimado.

O Ibovespa havia recuado 2,6 por cento na quinta-feira diante de apreensões sobre crescimento e eficácia da atuação de bancos centrais para estimular a economia ao redor do globo.

DESTAQUES

=CIELO: subiu 4,09 por cento após a agência Bloomberg noticiar que Bradesco e Banco do Brasil - principais acionistas da Cielo - teriam desistido por ora de comprar a Elavon no Brasil, em meio à sinalização de que o negócio enfrentaria restrições antitruste. “A aquisição da Elavon poderia gerar concorrência interna entre as marcas do mesmo grupo e tiraria a exclusividade da Cielo de ter o suporte da rede bancária do Bradesco e do Banco do Brasil”, disse a Guide Investimentos em relatório. Para a corretora, a chance de o negócio não ocorrer é positivo para a Cielo. O Bradesco BBI elevou a recomendação da ação para “outperform” ante neutra e o JP Morgan reiterou a recomendação overweight.

=PETROBRAS ganhou 5,2 por cento nos papéis PN e 6,77 por cento nos ON, com os preços do petróleo disparando mais de 10 por cento após o ministro de Energia dos Emirados Árabes, Suhail bin Mohammed al-Mazrouei, afirmar que a Opep está disposta a conversar com outras nações exportadoras sobre um corte de produção. O Valor Econômico disse que a empresa tem interessados em certos ativos de gás, que podem ser os primeiros a serem vendidos em 2016.

=USIMINAS fechou estável. Fontes afirmaram à Reuters que a siderúrgica negocia com bancos o refinanciamento de cerca de 4 bilhões de reais em empréstimos com vencimento nos próximos 2 anos. Porém, os bancos só concordariam caso os acionistas se comprometam a injetar 1 bilhão de dólares na Usiminas, segundo uma fontes.

=VALE teve alta de 2 por cento nas preferenciais, acompanhando a alta de pares internacionais, e em movimento de recuperação após perder 4,14 por cento na quinta-feira.

=SUZANO e MRV foram destaques de baixa do Ibovespa, caindo 2,3 por cento.

Por Priscila Jordão

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