17 de Fevereiro de 2016 / às 12:51 / 2 anos atrás

Maersk enxuga operações na América do Sul e mira mercado de carnes

SÃO PAULO (Reuters) - A Maersk Line, maior operadora mundial de transporte de contêineres por navios, anunciou nesta quarta-feira a unificação das operações no Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, visando reduzir custos diante de baixa das cotações dos fretes, e mira uma expansão no mercado de cargas congeladas, principalmente de carnes.

A companhia decidiu unificar as operações comerciais nestes quatro países, mas disse que não irá reduzir a capacidade oferecida aos clientes.

Uma das mudanças é a retirada de uma das linhas que atendiam a região, que terá a capacidade substituída com a aquisição de espaço em navios de empresa concorrente.

“Mantivemos a capacidade e vamos oferecer uma frequência mais estável”, disse à Reuters o panamenho Antonio Dominguez, que assume como novo diretor da operação da Maersk Line na costa leste da América do Sul.

A Maersk Line projeta que o mercado de transporte marítimo de contêineres permaneça fraco e com tarifas pressionadas em 2016, devido ao excesso de oferta, com crescimento de 1 a 3 por cento no ano.

CONGELADOS

A Maersk estima que em 2015 foi responsável por transportar cerca de 25 por cento das exportações de proteínas congeladas do Brasil --o maior exportador global de carnes de frango e bovina--, Argentina, Uruguai e Paraguai, outros importantes exportadores.

A empresa montou uma equipe em São Paulo apenas para atender clientes de cargas frigorificadas, com foco especial nas grandes companhias brasileiras de alimentos que operam também em outros países da região.

Companhias como JBS, Marfrig e BRF têm operações no Brasil e em pelo menos um outro país do Mercosul. Executivos da Maersk, no entanto, não citaram clientes específicos.

“No Brasil, vamos fortalecer nossa posição entre os líderes (do mercado de cargas frigorificadas)”, disse o diretor de comércio e marketing da empresa na costa leste da América do Sul, João Momesso.

O crescimento será potencializado pela colocação, ao longo de 2015, de 30 mil novos contêineres refrigerados no mercado global pela Maersk. Um número não revelado de novas unidades deverá ser posto em circulação também em 2016.

A empresa atua em todos os portos brasileiros que movimentam contêineres e espera que os investimentos em infraestrutura cresçam no país.

“Nós gostaríamos de ver mais concessões sendo feitas. Isso é crítico para o Brasil poder entregar todo o potencial (de exportações). Vemos grandes oportunidades nos portos do Norte e Nordeste”, disse Momesso.

Por Gustavo Bonato e Roberto Samora

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