26 de Fevereiro de 2016 / às 22:45 / em 2 anos

Samarco inicia processo para retornar a operar em Mariana, diz órgão ambiental

Destroços da escola municipal do distrito de Bento Rodrigues, que foi coberto por lama após o rompimento de barragem da Samarco em Mariana. 10 de novembro de 2015. REUTERS/Ricardo Moraes/Files

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Samarco, uma joint venture da brasileira Vale com a anglo-australiana BHP Billiton, tomou sua primeira iniciativa para retomar a operação na cidade de Mariana (MG), ao dar entrada em um pedido de licenciamento de duas cavas para receber rejeitos de minério.

A informação foi dada nesta sexta-feira pelo subsecretário de Gestão e Regularização Ambiental Integrada, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Geraldo Abreu.

A companhia está impedida de operar em Mariana desde o rompimento de uma barragem de rejeitos de minério de ferro em 5 de novembro, que deixou pelo menos 17 mortos, centenas de desabrigados e poluiu o Rio Doce, que deságua no litoral do Espírito Santo.

Segundo Abreu, o pedido foi feito para que em uma eventual retomada das atividades a empresa tenha onde depositar rejeitos.

“Eles estão pedindo licenciamento dessas duas cavas e, provavelmente, depois de licenciadas, eles solicitarão a suspensão do embargo das atividades da empresa para que eles voltem a operar a lavra”, afirmou Abreu à Reuters.

Juntas, as duas cavas, chamadas Germano e Alegria Sul, teriam capacidade para receber até 5 milhões de toneladas de rejeito, o suficiente para suportar o recebimento de resíduos de minério de ferro da Samarco por dois anos, explicou o subsecretário.

“São alternativas temporárias até que eles encontrem algo mais definitivo”, afirmou Abreu.

A cava Germano, de onde a Samarco já extraiu minério de ferro, deverá receber resíduo arenoso, enquanto a cava Alegria Sul, onde ainda há atividade extrativa, deverá receber resíduo fino, a chamada “lama”, explicou Abreu.

Segundo ele, a ideia da Samarco é desativar a mina de Alegria Sul enquanto ela servir de cava para rejeitos.

O pedido, de acordo com Abreu, foi protocolado na Superintendência Regional de Regularização Ambiental Central Metropolitana (Supram) pela Samarco nesta semana e o órgão aguarda o recebimento de documentos para que possa analisar a viabilidade do pedido do ponto de vista técnico.

Os aspectos relativos ao rompimento da barragem da empresa em Mariana também serão levados em consideração. Não há um prazo específico para a conclusão das análises. A rapidez da decisão das autoridades também dependerá dos documentos apresentados pela empresa.

Dentre os pontos que serão analisados estão quais estudos serão apresentados, a complexidade desses estudos, qual a situação geotécnica dessas cavas, se elas são próximas a algum elemento ambiental que possa trazer dificuldades, disse Abreu.

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