3 de Março de 2016 / às 19:34 / 2 anos atrás

Consolidação à vista no mercado de cartões no Brasil, diz Rede

SÃO PAULO (Reuters) - Para combater a tendência de queda da rentabilidade, as grandes adquirentes do país vão intensificar a entrada em nichos de mercado, ampliando o domínio sobre o mercado de meios de pagamento, disse nesta quinta-feira o presidente da Rede, Fernando Chacon.

“A indústria de meios de pagamento no Brasil deve passar por uma consolidação no médio prazo”, disse o executivo a jornalistas.

Diante da recessão do país, Chacon previu que o faturamento do setor terá em 2016 crescimento ao redor de 5 por cento, o que seria o segundo ano seguido de alta abaixo da inflação. Esse movimento acontece após vários anos de crescimento anual forte do setor.

Segundo a Abecs, entidade que representa o setor, as compras com cartões de débito e de crédito no Brasil movimentaram 1,05 trilhão de reais em 2015, avanço de 9 por cento. A inflação no ano passado foi de 10,7 por cento pelo IPCA. A expectativa do mercado para o IPCA neste ano é de 7,6 por cento.

Para Chacon, quando a economia voltar a crescer, o setor voltará a ter expansão de dois dígitos.

Vice-líder do mercado no país, com cerca de 36 por cento do faturamento em 2015, só atrás da Cielo, a Rede vai entrar em ‘mais etapas’ da cadeia de consumo para enfrentar a pressão sobre as margens, disse Chacon.

Ele citou como exemplo a compra pela companhia de 50 por cento da ConectCar, que opera arranjos de pagamento em pedágios, postos de combustíveis e estacionamento.

De acordo com o executivo, o apoio proporcionado por uma grande estrutura bancária será cada vez mais decisivo para que as credenciadoras sejam competitivas nesse mercado. A Rede é controlada pelo Itaú Unibanco, enquanto a Cielo tem Bradesco e Banco do Brasil como sócios. A GetNet, terceira maior, é do Santander Brasil.

Além disso, há indicações de maior rigor regulatório do Banco Central sobre o setor, o que tenderia a aumentar custos operacionais, tirando parte da atratividade de rivais menores, cuja vantagem principal seria a estrutura de custos mais enxuta.

“Esse é um negócio que cada vez mais vai depender de escala”, disse Chacon. O executivo descartou interesse da Rede na compra da Elavon, adquirente que tem como sócio o Citi, que recentemente anunciou interesse de se desfazer das operações de varejo no país.

De acordo com Chacon, a Rede planeja aumentar a penetração em setores da economia ainda com pouco uso dos cartões para pagamentos, caso do setores de educação e de condomínios.

Regionalmente, a Rede também planeja começar a operar serviços de nicho em países onde o Itaú Unibanco já tem operações de varejo, caso de Paraguai, Uruguai, Colômbia e Chile.

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