8 de Março de 2016 / às 17:08 / em 2 anos

Nova fase do Parque das Conchas começa a produzir petróleo em breve, diz Shell

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O primeiro óleo da terceira fase de exploração do campo BC-10, conhecido como Parque das Conchas, em águas profundas da Bacia de Campos, deve ser bombeado a qualquer momento em breve, disse nesta terça-feira o presidente da Shell no Brasil, André Araújo.

O novo fluxo de petróleo deverá agregar em um primeiro momento 25 mil barris/dia à produção do BC-10, operado pela Shell, com participação de 50 por cento, que tem como sócia a indiana ONGC (27 por cento) e a Qatar Petroleum International (23 por cento).

“Hoje, a operação está produzindo cerca de 50 mil barris por dia, e a gente espera acrescentar mais 25 (mil barris/dia), podendo chegar a 27 mil de barris de óleo ao dia”, disse o executivo a jornalistas após participar do seminário “UK Energy in Brazil”.

A nova fase do Parque das Conchas começará em um momento em que a Shell está ampliando a sua participação na produção do país após a união com a BG, o que transformará a petroleira na segunda produtora de petróleo do país, atrás apenas da Petrobras.[nL2N15U0HK]

Em janeiro, as duas empresas produziram juntas cerca de 240 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) no país, ou cerca de 8 por cento do total produzido no Brasil, segundo os últimos dados publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A Shell investiu na fase 3 da área mais de 1 bilhão de dólares nos últimos anos e, segundo Araújo, houve uma redução expressiva no tempo de perfuração das sondas.

UNITIZAÇÃO

No mesmo evento, o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, comentou que um grupo de trabalho foi criado para cuidar da chamada unitização de campos de petróleo --um assunto que interessa à Shell.

O grupo deverá avaliar o tema --que trata de reservas de determinados campos que extrapolam a área de concessão e avançam para blocos não licitados-- por cerca de seis meses, antes de encaminhar o assunto ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A ideia, de acordo com Almeida, é poder realizar uma licitação das áreas unitizáveis em 2017.

Segundo ele, há no momento entre 10 a 20 áreas com potencial de unitização.

“Não sabemos o que tem de volume (de reservas) para fazer a licitação”, declarou o secretário. “A licitação vai ser sob regime de partilha, se estiver no polígono do pré-sal.”

“Pela lei de hoje, a operadora seria a Petrobras dessa área de fora... depois, quando houver a unitização, a empresa de dentro pode negociar com a empresa da área de fora”, explicou.

Na palestra para empresários e executivos do setor, Almeida citou especificamente os casos dos campos de Carcará (Petrobras como operadora) e Gato do Mato (Shell) como potenciais unitizáveis.

O presidente da Shell disse que a sinalização dada pelo governo sobre a unitização é positiva e agora aguarda como isso poder ser implementado.

Já a diretora-geral da agência reguladora ANP, Magda Chambriard, acrescentou que o entendimento é incluir na licitação de campos unitizáveis apenas áreas de maior volume.

“Se for muito pequenininho, não tem sentido licitar. Se for grande (como Gato do Mato), o rabo do gato teria que ser licitado. Carcará também teria que ser licitado”, disse ela.

Por Rodrigo Viga Gaier

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