28 de Março de 2016 / às 20:32 / um ano atrás

Bovespa sobe 2,4% e compensa perda da semana passada, de olho em PMDB

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa subiu 2,4 por cento nesta segunda-feira, compensando as perdas da semana passada, uma vez que o mercado passou a ver maiores chances de impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do provável rompimento do PMDB com o governo em reunião do partido prevista para terça-feira.

Investidores também monitoram a última semana de divulgação de balanços de quarto trimestre de empresas brasileiras.

O Ibovespa fechou em alta de 2,38 por cento, a 50.838 pontos. Com isso, o índice compensou a perda de 2,28 por cento acumulada na semana passada, quando quebrou uma sequência de cinco semanas de ganhos. O giro financeiro desta sessão somou 6,38 bilhões de reais.

O movimento da sessão ocorreu após notícias de que o PMDB do Rio de Janeiro decidiu romper com o governo federal. Na terça-feira haverá reunião nacional do partido para tratar de seu futuro e as expectativas são de saída do governo.

“O mercado é a favor da troca do governo, e como aumentam as chances do impeachment, fica mais animado. Sobem mais ações de empresas mais líquidas escolhidas pelos investidores que querem entrar rápido na bolsa”, disse o economista Hersz Ferman, da Elite Corretora.

As ações de estatais como, Banco do Brasil e Petrobras, foram destaque entre as maiores altas do Ibovespa.

O leve avanço das bolsas norte-americanas também ajudou. Dados sobre gastos dos consumidores mostraram alta moderada em fevereiro e recuo da inflação geral, sugerindo que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode demorar mais para elevar os juros.

Investidores aguardam para terça-feira discursos da chair do Fed, Janet Yellen, e de outras autoridades do BC dos EUA.

DESTAQUES:

- BANCO DO BRASIL apareceu entre as maiores valorizações do Ibovespa, com ganho de 5,85 por cento, refletindo as expectativas do mercado para o cenário político.

- PETROBRAS subiu 8,07 por cento na preferencial e 6,41 por cento na ordinária. Além do cenário político, o noticiário da petrolífera incluía convocação para 28 de abril de assembleias para aprovar proposta de reforma do estatuto, com novo modelo de governança e redução do número de diretorias executivas. Também haverá eleição de membros do Conselho de Administração.

- SABESP avançou 2,81 por cento, na esteira da divulgação de lucro de quarto trimestre quase 15 vezes superior ao registrado na mesma etapa de 2015. A empresa também anunciou que pediu aval para suspender a partir de maio o desconto nas tarifas de consumidores com consumo de água reduzido. Analistas do Citi afirmaram que a geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) superou suas expectativas em 25 por cento, puxado por reversão de provisões, custos mais baixos e receita levemente mais positiva.

- FIBRIA caiu 6,65 por cento, afetada pela queda do dólar ante o real, que desfavorece a receita da empresa com exportações de celulose. A rival Suzano perdeu 2,63 por cento.

- ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES teve a maior queda do Ibovespa, de 7,11 por cento. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o PMDB, do vice-presidente Michel Temer, prepara ampliação de suas propostas para o país, o que incluiria regras mais rígidas para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Também do setor de educação, Kroton perdeu 4,52 por cento.

- BR PROPERTIES, fora do Ibovespa, subiu 3 por cento, após a GP Investments publicar edital para oferta pública de compra de ações (OPA) da empresa de imóveis comerciais, marcando o leilão para 11 de maio. A operação pode movimentar até 1,72 billhão de reais, segundo o edital.

- GOL, também fora do Ibovespa, subiu 6,11 por cento, após anunciar contratação de assessoria financeira da PJT Partners sobre medidas para fortalecimento da estrutura de capital, liquidez e perfil de endividamento. Na avaliação de analistas do Bradesco BBI, isso sugere que a Gol pode lançar uma recompra de bônus. Além disso, mais cedo, o JPMorgan elevou a recomendação das ações da empresa de “underweight” para “neutro”.

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