1 de Abril de 2016 / às 20:42 / em um ano

Ibovespa fecha em alta de 1% com Wall St e cena política no radar

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou no azul nesta sexta-feira, beneficiada pelo avanço em Nova York, enquanto estrategistas adotaram um tom mais positivo em carteiras de ações brasileiras recomendadas para abril, citando melhora no sentimento em relação mercado local.

O acirramento das tensões no plano político doméstico, contudo, manteve alguma cautela, refletida particularmente no giro financeiro, novamente abaixo da média do mês de março.

O Ibovespa subiu 1,01 por cento, a 50.562 pontos. Na parte da manhã, o principal índice do mercado brasileiro chegou a cair mais de 1 por cento, indo abaixo dos 50 mil pontos.

O giro financeiro da sessão somou 6,4 bilhões de reais. Março mostrou até dia 30 média diária de mais de 9 bilhões de reais, No ano, o giro médio diário era de 6,9 bilhões de reais.

Na semana, o Ibovespa subiu 1,82 por cento.

Em Wall Street, as bolsas fecharam em alta, após abertura negativa, com agentes financeiros analisando dados mais fortes do mercado de trabalho norte-americano e atividade manufatureira. O S&P 500 avançou 0,63 por cento.

No Brasil, a manutenção das incertezas políticas marcaram a sessão, abrindo espaço para realização de lucros após o Ibovespa valorizar-se 17 por cento em março, melhor desempenho mensal em mais de 13 anos.

Apesar de muitos profissionais do mercado ainda considerarem elevadas as chances de impeachment da presidente Dilma Rousseff, avaliam que eventos recentes na cena política adicionaram dúvidas sobre uma "ruptura e deixaram o caminho mais "tortuoso".

A perspectiva ainda predominante de mudança do governo e na condução da política econômica no Brasil foi um dos fatores que endossaram apostas mais otimistas nas estratégias de ações em abril, conforme portfólios compilados pela Reuters.

O BTG Pactual afirmou em relatório a clientes que um cenário de profundas mudanças poderia estender o rali do Ibovespa, mas ponderou que, após a alta de março, se um cenário 'sem mudança' prevalecer é relevante o potencial espaço de queda.

A sexta-feira trouxe a primeira prévia da carteira do Ibovespa que vigora a partir de 2 de maio, com a saída das ações da varejista Cia Hering e da operadora de telecomunicações Oi e nenhuma entrada.

DESTAQUES

- BRADESCO fechou em alta de 1,96 por cento, enquanto ITAÚ UNIBANCO avançou 0,71 por cento, entre as maiores contribuições para a alta do Ibovespa dada a fatia relevante de ambas no índice.

- VALE foi outra que reverteu as perdas e encerrou com as preferenciais em alta de 4,31 por cento, em dia de avanço dos preços do minério de ferro na China. Duas fontes disseram à Reuters que a mineradora considera sair da unidade brasileira produtora de aço CSA, uma parceria com a alemã ThyssenKrupp.

- PETROBRAS fechou com as preferenciais com variação alta de 0,12 por cento, após cair na maior parte da sessão, em meio ao declínio acentuado do petróleo, enquanto segue vulnerável a expectativas no plano político. A companhia divulgou um plano de desligamento voluntário para até 12 mil empregados, que prevê economia da ordem de 33 bilhões de reais até 2020.

- GERDAU saltou 7,36 por cento, novamente entre os destaques na ponta positiva, em sessão de ganhos do setor siderúrgico. O papel recebeu avaliações favoráveis de analistas nesta semana, enquanto o BTG Pactual incluiu o papel em sua carteira recomendada para abril.

- SUZANO PAPEL E CELULOSE caiu 1,9 por cento, conforme o dólar reverteu a alta frente ao real durante a sessão e fechou no menor nível em sete meses.

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