11 de Abril de 2016 / às 13:52 / 2 anos atrás

Nordex e Acciona apostam no mercado eólico do Brasil, mas câmbio é desafio

SÃO PAULO (Reuters) - As fabricantes de equipamentos de energia eólica Nordex e Acciona, que na última semana concluíram processo de fusão, veem o Brasil como um dos principais mercados para essa indústria, junto com Estados Unidos, México, Europa, África do Sul e Índia, embora a crise econômica e a taxa de câmbio sejam desafios para o setor no país, afirmaram as companhias à Reuters.

As empresas destacaram que a Acciona já tem uma fatia relevante no mercado brasileiro de turbinas eólicas e que a intenção é seguir entre os líderes do mercado local, que ainda será grande, mesmo com a atual retração econômica, que reduziu a demanda por eletricidade no país.

“Isso é um desafio para todos os players no mercado. Mas o Brasil vai continuar um dos maiores mercados... não prevemos que outros países na América Latina que possam alcançar o tamanho do mercado brasileiro”, disseram as empresas à Reuters, em respostas enviadas pela assessoria de imprensa via email.

A Nordex é uma das líderes no fornecimento de equipamentos eólicos na Europa, enquanto a Acciona possui grande força nas Américas e em mercados emergentes, incluindo o Brasil, onde a companhia tem sua única fábrica de turbinas na América Latina.

“Nós agora podemos melhorar nossa posição no Brasil ao construir uma nova companhia com a força de duas. Essa foi uma das razões para a fusão, mas de longe não a única”, disseram as empresas.

O foco das operações na nova companhia criada pela fusão será aproveitar sinergias entre o portfólio de Nordex e Acciona e focar em mercados vistos como estratégicos.

“Primeiro, nós temos que reforçar nossa posição em regiões-chave, como EUA, México, Brasil, Europa e África do Sul. Em segundo lugar, nós estamos próximos de completar nosso plano para a Índia. Nós vemos um grande apetite de fortes investidores lá”, destacaram as empresas.

No Brasil, as empresas destacaram o desafio da desvalorização cambial do real, que torna os equipamentos mais caros, porque muitos componentes ainda são importados, e alguma incerteza em relação ao crescimento do mercado em meio a uma menor demanda por energia.

“Nós temos de lidar com a atual taxa de câmbio desfavorável... (e) em geral, a demanda por energia vai ter um impacto para os planos de investimento dos operadores. Mas o horizonte de investimento é de longo e médio prazo. A questão é mais qual será a demanda em dois, cinco, ou mesmo dez anos”.

Apesar de a desvalorização do real tornar mais atrativas exportações em geral, os custos de produção local ainda inviabilizam uma aposta em vendas de equipamentos ao exterior, segundo as empresas.

“Talvez no futuro. Os altos custos de produção no Brasil tornam a competição realmente dura para fabricantes do país”, disseram.

Turbinas recentemente vendidas pela Nordex para o Uruguai, por exemplo, foram produzidas na Europa.

Além do Brasil e do Uruguai, estão na mira negócios também no Chile e na Argentina, que está na “lista de observação” das companhias.

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