13 de Abril de 2016 / às 20:57 / em 2 anos

Clima desfavorável no Nordeste encaminha safra de soja de 99,7 mi t, aponta pesquisa

SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja do Brasil deverá ficar ligeiramente abaixo de 100 milhões de toneladas na atual temporada 2015/16, apontou nesta quarta-feira uma pesquisa da Reuters, após uma sequência de cinco levantamentos com resultados acima da marca simbólica de três dígitos, com consultorias avaliando os impactos de um clima adverso nas lavouras de ciclo tardio, principalmente no Nordeste.

A pesquisa com 19 fontes, incluindo analistas e entidades do setor, apontou para uma colheita de 99,7 milhões de toneladas. O levantamento de março havia apontado uma safra de 100,3 milhões de toneladas.

“Fizemos novos cortes no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), mas também em Mato Grosso. A soja tardia veio abaixo do esperado em algumas regiões mato-grossenses”, disse nesta quarta-feira a analista da AgRural Daniele Siqueira.

Segundo a consultoria Horizon, “o clima irregular afetou o rendimento agrícola no Mapito e no Paraná”.

Já a empresa de previsão de safras Lanworth, disse que “a continuação das precipitações abaixo do normal no Nordeste e os relatos do final da colheita reduziram a produção de soja do Brasil em 1 por cento, para 102 milhões de toneladas (na comparação com a previsão anterior)”.

Até o início de abril, a colheita de soja do país já alcançava 76 por cento da área plantada, segundo a AgRural.

MILHO

Para o milho, o cenário ainda é incerto, apesar de as projeções ainda apontarem um volume recorde.

A média de 17 estimativas aponta para uma colheita de 84,7 milhões de toneladas, mesmo valor da pesquisa de março e ligeiramente acima do volume colhido em 2014/15.

Contudo, especialistas alertam que a segunda safra do país --que representa dois terços do volume total e está em fase final de plantio-- tem parcelas sob risco climático.

A seca em abril deve se prolongar até a última semana do mês e previsões climáticas também não são muito favoráveis para maio. Chuvas mais volumosas em abril seriam fundamentais para o milho plantado mais tarde no país, uma parcela que engloba cerca de metade da área brasileira, após o atraso na safra de soja em várias regiões, segundo especialistas. [nL2N17E1JX]

Nesta quarta-feira, a consultoria AGR Brasil reduziu sua previsão em 3,87 milhões de toneladas, para 81,2 milhões, uma das mais pessimistas do levantamento. [nE6N16401P]

“Notamos o déficit recente de chuvas e a falta de chuvas nos mapas para as próximas duas semanas, principalmente em Goiás, partes de Minas Gerais e partes de São Paulo, e também no extremo norte do Paraná”, disse à Reuters o presidente da consultoria, Pedro Dejneka.

“Ainda é muito cedo para sabermos como serão as chuvas em maio, para fazer cortes mais agressivos. Se não chover muito em maio, como vem sendo o perfil de abril, maiores reduções virão”, completou o analista.

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