14 de Abril de 2016 / às 21:14 / um ano atrás

Bovespa recua 1,4% com realização de lucros enquanto mercado aguarda votação do impeachment

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira, em meio a movimentos de realização de lucros após alta acumulada de quase 6 por cento nos dois pregões anteriores, com papéis de mineração e siderurgia entre as maiores baixas do dia.

Uma certa apreensão com a judicialização da votação na Câmara dos Deputados para abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, agendada para domingo, e a ausência de um viés definido no exterior endossaram o ajuste.

O Ibovespa caiu 1,39 por cento, a 52.411 pontos, após tocar a máxima em nove meses na véspera. O volume financeiro voltou a ser expressivo, totalizando 8,8 bilhões de reais.

A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou nesta quinta-feira no Supremo Tribunal Federal com mandado de segurança para sustar a abertura do processo de impeachment na Câmara, alegando vícios na tramitação do processo e cerceamento de defesa.

Na visão do estrategista Luis Gustavo Pereira, da Guide Investimentos, a ação da AGU e o desempenho dos papéis ligados às commodities, que tinham se valorizado fortemente na semana, endossaram a realização de lucros, embora as apostas majoritárias são de que o impeachment passará na Câmara.

“Os placares sobre o impeachment ainda mostram possibilidade maior de passar...mas, talvez, muitos no mercado estejam preferindo reduzir um pouco a exposição até domingo”, disse.

O STF convocou sessão extraordinária para esta quinta-feira para tratar de questionamentos relativos ao processo de impeachment da presidente.

No exterior, a sessão foi de fraqueza nos preços de commodities, enquanto Wall Street não firmou um viés claro em meio à avaliação de resultados de bancos e dados de inflação e do mercado de trabalho.

Em Nova York, o índice S&P 500 fechou praticamente estável.

DESTAQUES

- VALE fechou com as preferenciais em queda de 6,76 por cento, seguindo o recuo dos preços do minério de ferro à vista na China e quebrando sequência de quatro altas em que acumulou ganho ao redor de 30 por cento.

- CSN recuou 11,98 por cento, após saltar mais de 70 por cento em uma série de quatro altas até a véspera, sendo que nos dois últimos pregões subiu cerca de 20 por cento em cada. USIMINAS e GERDAU caíram 9,91 e 10,54 por cento, respectivamente.

- PETROBRAS encerrou com as preferenciais em baixa de 3,68 por cento, conforme os preços do petróleo fecharam em queda após sessão volátil, também sofrendo alguma realização de lucros após os papéis subirem cerca de 25 por cento nas cinco sessões anteriores.

- ITAÚ UNIBANCO recuou 2,91 por cento, em sessão negativa para o setor bancário após ganhos recentes expressivos, em dia de queda também em Wall Street de bancos. BANCO DO BRASIL fechou com recuo de 1,79 por cento.

- RUMO LOGÍSTICA foi destaque na ponta positiva, com alta de 17,82 por cento, tendo como suporte relatório do Goldman Sachs elevando para “compra” a recomendação para a empresa de logística ferroviária.

- JBS avançou 6,21 por cento, recuperando-se de uma perda de 16 por cento acumulada no mês até a véspera, beneficiada pelo avanço do dólar ante o real na maior parte da sessão, conforme parte relevante de sua receita tem exposição à moeda norte-americana. Há ruídos no mercado desde a terça-feira de que a gigante de alimentos estaria reduzindo sua exposição a derivativos cambiais após o recente declínio do dólar.

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