20 de Abril de 2016 / às 20:57 / um ano atrás

Bovespa fecha em leve queda com cautela ante safra de resultados e desdobramentos políticos

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou em leve queda nesta quarta-feira, com avanço expressivo das ações de mineração e siderurgia compensado pelo recuo dos papéis do Itaú Unibanco, em sessão ainda marcada por cautela com a safra de balanços e a cena política.

O Ibovespa caiu 0,15 por cento, a 53.630 pontos.

O volume financeiro somou 7,53 bilhões de reais, abaixo da média diária de abril, de 8,9 bilhões de reais.

O Ibovespa chegou a subir 0,3 por cento na máxima da sessão à tarde, na esteira de Wall Street e da melhora dos preços do petróleo, após ter recuado 1 por cento pela manhã, no pior momento.

Na última hora de pregão, porém, pesaram a perda de fôlego nos pregões em Nova York e posições mais conservadoras ante a temporada de resultados corporativos do primeiro trimestre no Brasil e dúvidas sobre os novos desdobramentos no plano político doméstico.

Na visão do analista Vitor Junji Suzaki, da Lerosa Corretores de Valores, os resultados trimestrais devem continuar mostrando perspectivas negativas para as empresas brasileiras, devido à deterioração econômica.

“Poucas empresas devem conseguir auferir bons resultados corporativos na temporada do primeiro trimestre de 2016”, disse.

Após a frustração com os números do último trimestre, analistas não descartam novas revisões das estimativas para o ano, em meio à debilidade econômica e o ambiente político conturbado.

Da cena política, agentes financeiros monitoram o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado e possíveis nomes que poderiam integrar um eventual governo de Michel Temer(PMDB).

Uma fonte com conhecimento sobre o assunto disse à Reuters que o presidente da Febraban, Murilo Portugal, é o nome mais forte neste momento para assumir o Ministério da Fazenda, caso a presidente seja impedida de continuar no cargo.

No Senado, a comissão especial que analisará o impeachment será presidida pelo senador Raimundo Lira (PB), do PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, enquanto o processo terá como relator o senador tucano Antonio Anastasia (MG).

Ainda no radar esteve a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de adiar o julgamento sobre dois mandados de segurança que questionam a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar a Casa Civil.

DESTAQUES

- VALE encerrou com as preferenciais em alta de 5,3 por cento e as ordinárias subindo mais de 6,35 por cento, após forte avanço dos preços do minério de ferro e antes de dados de produção do primeiro trimestre, que devem ser divulgados ainda esta quarta-feira. O Deutsche Bank disse que espera um relatório de produção “sólido”.

- USIMINAS valorizou-se 9,61 por cento, também na esteira do movimento do minério na China, que refletiu o rali nos preços do aço. Na véspera, a entidade que representa distribuidores de aço no Brasil, o Inda, disse que, em um período de 30 dias, as siderúrgicas elevaram o preço do aço em cerca de 25 por cento.

- PETROBRAS fechou com as preferenciais em queda de 1,46 por cento, enquanto as ordinárias recuaram apenas 0,16 cento, diante da reação dos preços do petróleo. As ações também experimentaram uma trégua na euforia política, conforme acumulam no mês alta ao redor de 16 por cento no caso das ordinárias e de 13,5 por cento no caso das preferenciais.

- ITAÚ UNIBANCO caiu 1,86 por cento, respondendo pela maior pressão de baixa no Ibovespa, enquanto o BRADESCO cedeu apenas 0,08 por cento e BANCO DO BRASIL perdeu 0,68 por cento.

- MRV recuou 6,01 por cento, no pior desempenho do Ibovespa, conforme os números operacionais do primeiro trimestre mostraram que as vendas e lançamentos foram afetados pela recessão e mudança de alguns parâmetros na terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida.

- WEG fechou com decréscimo de 0,43 por cento, após abrir a safra de balanços das companhias listadas no Ibovespa com alta de cerca de 15 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre sobre um ano antes, puxado por maior receita no exterior.

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