8 de Maio de 2016 / às 17:37 / em 2 anos

Novo mega-ministério de Energia da Arábia Saudita deve trazer desafios

RIAD (Reuters) - Gerenciar o novo mega-ministério de Energia da Arábia Saudita, encarregado de mais da metade da economia e desenhado para superar a burocracia e tornar o governo mais coerente e eficiente, será um desafio formidável. 

O novo Ministério de Energia, Indústria e Recursos Minerais, sob o comando de Khalid al-Falih, presidente do Conselho da estatal petroleira Aramco, vai lidar com extração de petróleo e gás, geração e distribuição de energia, mineração e desenvolvimento industrial. 

As mudanças foram anunciadas no sábado como parte de uma grande reestruturação feita pelo Rei Salman, buscando tornar seu programa de reforma econômica, o Visão 2030, mais fácil de implementar ao encerrar décadas de má comunicação e conflitos entre departamento do governo.

Mas, ao criar um ministério para fiscalizar setores que respondem por 53 por cento da produção econômica do reino, o arquiteto dessa visão, o vice-príncipe Mohammed bin Salman, está confiando uma grande parte de suas reformas a Falih. 

“A fim de a reestruturação ser bem-sucedida, prestações de contas e responsabilidade precisam ser concentradas no mesmo gabinete. Essa é a razão de designar todos esses setores a um ministério”, disse Sadad al-Husseini, consultor de energia e ex-alto executivo da Aramco.

“Ainda falta saber qual tipo de mudanças organizacionais específicas acontecerão no nível operacional.”

Anteriormente, o ministério do Petróleo estava encarregado de extração de hidrocarbonetos e mineração, o ministério de Água e Energia Elétrica lidava com geração de energia e o ministério do Comércio cuidava da indústria. Outros departamentos tinham sobreposições com essas atribuições, cobrindo políticas como energias nuclear e renováveis e a administração de cidades industriais.

As grandes estatais, como a Aramco, o conglomerado de petroquímicos e metais Saudi Basic Industries Corp (Sabic), a mineradora Saudi Arabian Mining Co (Maaden) e a elétrica Saudi Electricity Co (SEC), ficam entre esses ministérios. Falih deve ter, agora, uma maior influência na administração dessas companhias.

Por Angus McDowall, Rania El Gamal e Reem Shamseddine

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