9 de Maio de 2016 / às 17:36 / em um ano

Sobras de energia ameaçam resultados da Eletropaulo em 2016, diz executivo

SÃO PAULO (Reuters) - A redução do consumo de eletricidade com a crise ameaçam os resultados da distribuidora de energia AES Eletropaulo neste ano, com a menor demanda já tendo afetado negativamente em 40,3 milhões de reais os ganhos do primeiro trimestre, disse um executivo nesta segunda-feira.

Além disso, a concessionária paulista da norte-americana AES aguarda uma definição ainda neste ano sobre sua responsabilidade por uma antiga dívida com a Eletrobras estimada em cerca de 1,85 bilhão de reais.

A maior preocupação é justamente com a sobrecontratação de energia, que deverá aumentar de uma atual sobra de 5,9 por cento da demanda para 16 por cento até o final do ano, afirmou o presidente da AES Brasil, Julian Nebreda, em teleconferência com investidores.

"Essa situação tem que se resolver... A situação da empresa vai ficar muito ruim se essa situação não se resolver de maneira efetiva", disse o executivo.

A Eletropaulo e outras distribuidoras com excedentes contratados tentam negociar com o governo federal e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma solução para que as sobras não gerem prejuízos bilionários às empresas e ao consumidor.

Quando as sobras contratuais são de até 5 por cento, o custo dessa energia pode ser repassado para as tarifas. A partir desse patamar, o excedente é vendido no mercado de curto prazo, e pode gerar perda para a distribuidora se o preço spot for mais baixo que o custo de compra de energia, o que vem acontecendo neste ano.

Segundo Nebreda, a Eletropaulo tenta buscar soluções que permitam inclusive recuperar o prejuízo gerado com as sobras no primeiro trimestre.

"Essa solução deve ser reatroativa a janeiro de 2015", disse.

Já a dívida da Eletropaulo com a Eletrobras, datada dos anos 1980, está sendo analisada pela Justiça, com expectativas de solução para breve.

A concessionária afirma que não é responsável pelo débito, e tenta cancelar na Justiça a cobrança, referente a um empréstimo contratado pela Eletropaulo junto à Eletrobras na época em que a distribuidora ainda era estatal.

Segundo o diretor vice-presidente jurídico, Pedro Bueno, a Justiça deverá definir até o terceiro trimestre se a companhia é mesmo responsável pela dívida.

Caso haja esse entendimento, a Eletrobras poderá iniciar processo de cobrança contra a concessionária paulista.

Por Luciano Costa

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