11 de Maio de 2016 / às 15:02 / em 2 anos

Confiança do consumidor no Brasil fica praticamente estável em maio, aponta Thomson Reuters/Ipsos

SÃO PAULO (Reuters) - As altas nos subíndices de expectativas e empregos compensaram as perdas nas avaliações de condições atuais e investimentos e a confiança do consumidor brasileiro ficou praticamente inalterada em maio, de acordo com o indicador da Thomson Reuters/Ipsos divulgado nesta quarta-feira.

O Índice Primário de Sentimento do Consumidor (PCSI, na sigla em inglês) caiu a 35,4 em maio, contra 35,5 em abril, mas mostrou forte piora em relação ao nível de 42,2 no mesmo mês de 2015.

Dos quatro subíndices que formam o indicador, o que apresentou a maior variação foi o de investimentos, com queda de 2,1 pontos, para 31,8 em maio. Também apresentou queda o subíndice de condições atuais, de 1,6 ponto, para 21,7.

Por outro lado, o subíndice que mede o nível de emprego apresentou avanço de 1,3 ponto, para 28,5, enquanto o que avalia as expectativas mostrou alta de 0,6 ponto, atingindo 61,7.

O Brasil vive período de profundas crises econômica e política. Nesta quarta-feira, o Senado vota o pedido de abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que pode resultar no afastamento da mandatária pelo prazo de até 180 dias.

Em sua última leitura, a confiança do consumidor apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou queda pelo segundo mês seguido em abril, com destaque para a piora das expectativas, chegando ao menor nível da série histórica.

Por Camila Moreira

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