13 de Maio de 2016 / às 14:53 / um ano atrás

MRV Engenharia pretende investir R$500 mi na compra de terrenos em 2016 e 2017

SÃO PAULO (Reuters) - A construtora e incorporadora MRV Engenharia está mantendo política de aquisição de terrenos neste ano e em 2017, de olho em sinais de retomada da economia e manutenção de sua posição de mercado nas principais cidades do país.

Em teleconferência com analistas nesta sexta-feira, executivos da companhia afirmaram que a empresa pretende investir 500 milhões de reais em 2016 e 2017 em aquisição de terrenos, acima dos 400 milhões de reais desembolsados no biênio anterior.

O comentário sinaliza manutenção do plano de compras de terrenos pela empresa informado à Reuters em dezembro.

Durante teleconferência nesta sexta-feira, o co-presidente da MRV Eduardo Fischer afirmou que a companhia tem confiança de que a nova administração do país manterá o Minha Casa Minha Vida, incluindo as faixas 2 e 3 do programa habitacional, voltadas a famílias com renda de 3.600 e 6.500 reais, respectivamente.

"Acreditamos que o governo (de Michel Temer) vai ter interesse no funcionamento do programa", disse o executivo.

Na véspera, Temer afirmou que programas sociais desenvolvidos pelo governo que foi retirado do poder na véspera, como o Minha Casa Minha Vida, são projetos que deram certo "e terão gestão aprimorada".

Às 11h45, as ações da MRV exibiam queda de 1,84 por cento, acompanhando o recuo do Ibovespa de cerca de 2 por cento.

A empresa divulgou na véspera alta de 20,7 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre sobre um ano antes. Em entrevista à Reuters, o também co-presidente da empresa Rafael Menin comentou que com a retomada de lançamentos pela companhia, o volume produzido de imóveis pela empresa deve ser recuperar no curto prazo.

A empresa produziu 7,9 mil unidades no primeiro trimestre ante 8,6 mil nos primeiros três meses do ano passado, o que atingiu a receita do início de 2016.

A MRV terminou o primeiro trimestre com 2 bilhões de reais em caixa. Executivos da companhia afirmaram nesta sexta-feira que a empresa prefere manter posição de cautela nos próximos meses, acompanhando a evolução da economia, antes de se decidir por uma eventual distribuição de parte destes recursos aos acionistas.

Por Alberto Alerigi Jr.

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