20 de Maio de 2016 / às 13:23 / em 2 anos

Dólar cai e volta a R$3,55 com exterior e ausência do BC

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava e voltava ao patamar de 3,55 reais nesta sexta-feira, acompanhando o bom humor nos mercados externos e após o Banco Central não anunciar intervenção cambial pelo segundo dia consecutivo.

Às 10:19, o dólar recuava 0,52 por cento, a 3,5515 reais na venda, mas chegou a 3,5380 reais na mínima do dia. O dólar futuro caía 0,7 por cento.

“Com uma agenda fraca aqui e lá fora, a sessão tende a ser mais calma”, afirmou o operador da corretora Correparti Guilherme França Esquelbek.

O dólar recuava contra diversas moedas nesta sessão, em movimento de ajuste após dois dias de pressão relacionada à política monetária dos Estados Unidos.

A ata da última reunião do Federal Reserve e declarações de autoridades do banco central norte-americano reviveram apostas em aumento de juros em junho, o que poderia atrair para os EUA recursos aplicados em outros mercados.

No Brasil, a ausência de intervenções do BC também abria espaço para algum alívio no câmbio. A autoridade monetária vem atuando por meio de leilões de swap cambial reverso para reduzir seu estoque de swaps tradicionais e amortecer a queda da moeda norte-americana, especialmente quando a divisa recua abaixo de 3,50 reais.

Swaps tradicionais equivalem a venda futura de dólares e swaps reversos correspondem a compra futura de dólares.

Operadores mantinham ainda a postura de cautela que predominou durante a semana enquanto aguardam novas pistas sobre a estratégia econômica que será efetivamente adotada pela equipe do presidente interino Michel Temer.

A indicação de Pedro Parente para presidir a Petrobras foi bem recebida pelo mercado, mas operadores ainda querem ver medidas concretas.

“A primeira semana do governo em exercício termina sem qualquer medida sobre o que será feito para reverter o quadro degradante da economia brasileira”, disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Corrêa.

O governo anunciará na segunda-feira a previsão de déficit primário para este ano, mas ainda está fechando os números.

Por Bruno Federowski

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