9 de Junho de 2016 / às 20:57 / um ano atrás

Bovespa cai 1% com Vale e Petrobras pressionadas por realização de lucro e commodities

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou com o seu principal índice em queda nesta quinta-feira, pressionado pelo recuo das ações da Vale e da Petrobras e pelo cenário externo negativo.

O Ibovespa caiu 0,99 por cento, a 51.118 pontos. O volume financeiro somou 5,19 bilhões de reais.

Na visão de profissionais da área de renda variável, a bolsa paulista acompanhou a realização de lucros nos mercados globais, após vários ativos, incluindo o petróleo, atingirem máximas para períodos relevantes.

Wall Street encerrou com dia com o S&P 500 em queda de 0,17 por cento, em sessão negativa para commodities, com o petróleo recuando mais de 1 por cento.

No cenário local, o Banco Central confirmou as expectativas e manteve a taxa Selic em 14,25 por cento na véspera, na última reunião de Alexandre Tombini à frente da autoridade monetária. Ele foi substituído por Ilan Goldfajn, que tomou posse com presidente do BC nesta quinta-feira.

DESTAQUES

- VALE fechou com ações ordinárias em queda de 7,65 por cento, pior desempenho do Ibovespa, e as preferenciais em baixa de 4,94 por cento, com a fraqueza de commodities abrindo espaço para realização de lucros. Até a véspera, os papéis acumulavam alta de 19,6 e 17 por cento, respectivamente, no mês. O Goldman Sachs iniciou a cobertura das ADRs (recibo de ação negociado nos Estados Unidos) da Vale com recomendação "neutra" e preço-alvo de 4,4 dólares.

- PETROBRAS fechou com as preferenciais em baixa de 2,24 por cento e as ações ordinárias com recuo de 2,49 por cento, após fortes ganhos na véspera, acompanhando a queda dos preços do petróleo. Em junho, as ações PN ainda acumulam alta de 14,2 por cento e os papéis ON contabilizam ganho de 15,4 por cento.

- CSN e USIMINAS caíram 7,37 e 5,24 por cento, respectivamente, após dispararem dois dígitos na quarta-feira, com investidores também embolsando lucros e tendo no radar comentários de executivos de ambas as companhias.

- CYRELA BRAZIL REALTY subiu 0,75 por cento, elevando os ganhos acumulados no mês a 12,3 por cento. Um gestor destacou que o papel é o mais líquido entre as construtoras e se recupera após queda de 6,5 por cento em maio. A MRV fechou praticamente estável, com variação positiva de 0,09 por cento, após forte perda no mês passado e tendo no radar a oferta inicial de ações (IPO) da Log Commercial Properties, unidade de gestão de espaços comerciais da construtora.

- SMILES subiu 2,92 por cento, melhor desempenho do Ibovespa, na esteira da alta de 8,24 por cento de sua controladora GOL, que não faz parte do índice. A companhia aérea voltou a prorrogar o prazo para a sua oferta de troca de bônus e, em Brasília, uma comissão no Congresso aprovou projeto que amplia a fatia de estrangeiros nas companhias aéreas para 49 por cento.

- OI, que não está no Ibovespa, saltou 20,13 por cento, ampliando a valorização em junho para 101 por cento. As ações seguem influenciadas por expectativas ligadas à reestruturação da dívida da operadora de telecomunicações e potenciais mudanças regulatórias.

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