6 de Julho de 2016 / às 16:05 / em um ano

Portugal deve ter grandes perdas com a venda do Novo Banco, diz CEO

LISBOA (Reuters) - Portugal tem poucas chances de recuperar mais do que uma fração dos 4,9 bilhões de euros em empréstimos usados ​​para resgatar o Novo Banco, na sua segunda tentativa de vender a instituição financeira, disse o presidente-executivo do Novo Banco em uma entrevista a uma rede de TV.

A queda das ações de bancos neste ano, os riscos de litígio, e turbulência do mercado após a decisão da Grã-Bretanha de sair da União Europeia podem travar a venda, disseram analistas.

Perguntado se as quatro propostas apresentadas na semana passada para o Novo Banco eram inferiores a 2 bilhões de euros, conforme relato da mídia, Eduardo Stock da Cunha não confirmou nem negou os números, mas apontou para o valor de mercado do maior concorrente do Novo Banco, o Millennium bcp.

“Quando você vê o segundo maior banco de Portugal valendo pouco mais de 1 bilhão de euros no mercado de ações, não se pode esperar um preço muito alto para o Novo Banco. Nós temos que ser um pouco realistas”, disse ele, que está deixando o posto este mês para voltar a Londres.

O Novo Banco é o “banco bom” do que sobrou do Banco Espírito Santo (BES), então o segundo maior banco de Portugal, entrou em colapso em 2014 sob o peso das dívidas da família controladora.

Reportagem de Andrei Khalip

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