18 de Julho de 2016 / às 20:52 / em um ano

Bovespa sobe 1,63% e fecha na máxima desde maio de 2015; Petrobras PN sobe 4,8%

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta segunda-feira pela nona sessão seguida, superando os 56 mil pontos, ajudado pela forte alta das ações da Petrobras e tom positivo em Wall Street.

Notícias ligadas à atividade de fusão e aquisição também repercutiram na bolsa brasileira nesta sessão, que ainda teve o com giro financeiro inflado pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações.

O Ibovespa subiu 1,63 por cento, a 56.484 pontos, máxima de fechamento desde 15 de maio de 2015. O volume financeiro somou 9,8 bilhões de reais, incluindo o giro do exercício de opções de 2,6 bilhões de reais.

A série de nove altas, com ganho acumulado de 8,95 por cento, iguala-se à sequência positiva registrada em outubro de 2015. A última vez que o Ibovespa teve mais altas consecutivas foi entre julho e agosto de 2010, com 11 sessões seguidas no azul.

No exterior, as commodities começaram a semana em queda mas, em Nova York, o índice S&P 500 subiu 0,24 por cento, renovando máxima recorde, apoiado em resultados corporativos e aquisição no setor de tecnologia.

DESTAQUES

- PETROBRAS fechou com alta de 4,81 por cento nas ações preferenciais, a 11,55 reais, máxima desde 16 de julho de 2015, enquanto as ações ordinárias subiram 3,33 por cento. Analistas do UBS retomaram a cobertura das ações com recomendação de “compra” e preço-alvo de 18,20 reais para as PNs e de 17,80 reais para as ONs. Os papéis vêm encontrando suporte em perspectivas mais favoráveis para a companhia, com outros analistas também melhorando recentemente a recomendação para as suas ações diante da mudança na gestão e fortalecimento do dólar ante o real, entre outros fatores.

- VALE encerrou com as preferenciais subindo 2,47 por cento e as ordinárias ganhando 1,38 por cento, apesar da queda do preço do minério de ferro à vista na China.

- USIMINAS saltou 7,66 por cento, capitaneando os ganhos no setor siderúrgico e do Ibovespa, ainda influenciada pelo acordo com credores na semana passada para estender suspensão de pagamento de dívidas. GERDAU valorizou-se 2,74 por cento e CSN ganhou 2,24 por cento.

- CEMIG avançou 5,31 por cento, tendo no radar nota do colunista Geraldo Samor, do blog Brazil Journal, sem citar fontes, de que a EQUATORIAL ENERGIA fez uma proposta à Cemig para comprar o controle da LIGHT. Procuradas pela Reuters, a Cemig disse que não comentaria a nota e a Equatorial não comentou imediatamente. As ações da Light, que não estão no Ibovespa, subiram 5,3 por cento, tendo disparado mais de 9 por cento na máxima do dia.

- QUALICORP fechou em alta de 3,44 por cento em meio a expectativas de venda de fatia da empresa de planos de saúde coletivos para a Rede D‘Or São Luiz, maior grupo privado de hospitais do Brasil, após nota do colunista Lauro Jardim, de O Globo. Procuradas pela Reuters, a Rede D‘Or São Luiz disse que não iria se posicionar sobre o assunto e a Qualicorp afirmou que “não comenta rumores do mercado”.

- BANCO DO BRASIL subiu 3,63 por cento, conforme segue influenciado por expectativas ligadas a eventuais vendas de ativos, capitaneando os ganhos do setor bancário. ITAÚ UNIBANCO avançou 1,7 por cento e BRADESCO encerrou em alta de 2,08 por cento, o que endossou o viés ascendente do índice dada a fatia significativa que ambos detêm no Ibovespa. SANTANDER BRASL valorizou-se 1,82 por cento.

- CESP recuou 2,65 por cento, na ponta negativa do Ibovespa, após disparar quase 20 por cento na sexta-feira em meio a expectativas ligadas à privatização da companhia.

- EMBRAER caiu 1,21 por cento, com operadores atrelando o recuo à nota do colunista Lauro Jardim, de O Globo, dizendo que um executivo da companhia fez um acordo de delação premiada no caso em que a empresa é acusada ter pago propinas a autoridades da República Dominicana para conseguir um contrato de venda de aviões militares. Procurada pela Reuters, a Embraer disse que comentaria o assunto.

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